09 de julho de 2026
Bairros

Viver em Bauru evita o cansaço das viagens

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Para algumas pessoas, cursar uma faculdade é algo que exige grandes sacrifícios. A estudante de relações públicas Juliana Cristina Tancler, 25 anos, conhece bem essa realidade. Atualmente ela vive em Botucatu e viaja todos os dias para poder freqüentar as aulas no campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A rotina é cansativa, e Tancler tem de passar horas e horas sentada dentro de um ônibus. O veículo costuma sair de Botucatu por volta das 17h15. “Daí ele demora uma infinidade, pois vai passando para pegar outros alunos que também estudam em Bauru”, explica ela.

A chegada a Unesp se dá por volta das 19h, quase no horário em que as aulas começam. Nesse meio tempo, Tancler deixa o cansaço de lado e presta atenção aos professores até as 23h. É quando começa a viagem de volta. São quase 100 quilômetros a serem vencidos na nova jornada.

“Costumo chegar em casa depois da meia-noite e meia”, garante. Depois da viagem, Tancler ainda vai procurar alguma coisa para comer. Só depois de alimentada é que ela se arruma para dormir. “Dificilmente pego no sono antes da 1h30”, afirma.

Se ela pudesse acordar tarde, talvez essa rotina não lhe criasse grandes dificuldades. O problema é que a estudante também faz estágio. “São oito horas ao dia. Cansa demais. Chegou num ponto em que não dava mais para agüentar”, diz ela.

A solução foi encontrar um apartamento em Bauru e se mudar de cidade. “Aluguei um próximo ao shopping. É bom porque fica perto da (avenida) Nações Unidas, e fica mais fácil para chegar à Unesp. Agora quero ver se arrumo um emprego por aqui”, explica.

Tancler está entrando no 4.º ano de faculdade. Em média, os alunos de relações públicas costumam demorar cinco anos para se formar, ou seja, a estudante será obrigada a permanecer longe dos pais até o ano que vem, pelo menos.

“Nem me fale isso, pois já estou triste por ter de morar sozinha, mas não tenho opção. Este é o último ano, o único jeito é fazer sacrifícios”, pondera Tancler. Ela pretende visitar a família em Botucatu a cada 15 dias, em média.