08 de julho de 2026
Bairros

Regras evitam problemas de convivência

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Para muitas pessoas, a idéia de morar com os amigos representa garantia de uma vida livre de atritos. Mas nem sempre é assim: em alguns casos, a rotina é capaz de dar fim até às amizades mais sólidas.

A estudante de jornalismo Paula Maria Prado, 24 anos, presenciou o esfacelamento de um lar, alguns anos atrás. Ela morava numa república com outras cinco estudantes da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru.

“Morávamos eu, três ‘veteranas’ e duas ‘bixetes’ (estudantes que acabaram de ingressar na faculdade) numa casa no Altos da Cidade”, recorda. Por algum tempo, as seis conviveram bem, até que, um dia, veio o desentendimento.

“No começo nem percebi que estavam discutindo. Só depois me dei conta de que as três veteranas haviam brigado entre si, devido a problemas surgidos na faculdade”, explica. O saldo do desentendimento foi a desagregação da república.

“Duas das que brigaram resolveram sair. No fim cada uma de nós foi para um canto”, recorda. “Saltar do barco” não foi uma experiência fácil para Prado. “Foi desesperador. Havíamos assumido um compromisso, no momento da locação, pelo qual éramos obrigadas a devolver o imóvel completamente pintado ao final do contrato, e faltavam poucos dias para que esse serviço fosse feito”, diz.

Depois de cuidar da pequena reforma, ela teve ainda de procurar um novo local para morar. “Por sorte uma amiga da faculdade também estava querendo alugar um apartamento, então resolvemos montar uma nova república com mais uma terceira garota”, conta.

Hoje, ela e as companheiras estabeleceram regras rígidas para evitar que problemas prejudiquem a harmonia do lar. As amigas, inclusive, fixaram uma escala semanal de limpeza, para que nenhuma delas fique sobrecarregada de serviços.

Apesar de estarem em vigor em diversas repúblicas de Bauru, nem sempre as escalas de limpeza são seguidas à risca. “Aqui em casa até temos uma, mas o pessoal não costuma levar muito a sério”, explica o estudante de relações públicas Fernando Narita. Como a violação ocorre de comum acordo, os sete moradores da república, localizada na Vila Universitária, preferem apelar para o auxílio mensal (e providencial) de uma faxineira.