10 de julho de 2026
Cultura

Astrid Fontenelle chega ao GNT e critica MTV

Por Lucas Neves | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

A partir de março, a massa rubro-negra terá a chance de “reconverter” uma torcedora que, ao trocar o Rio por São Paulo, há quase 30 anos, “virou a casaca” e passou a vestir a camisa do Corinthians. É que, depois de fazer sua carreira na capital paulista - com passagens por Gazeta e Band, além de quase uma década de MTV -, a apresentadora carioca Astrid Fontenelle, 45 anos, volta à terra natal para ancorar uma nova atração diária do canal GNT.

Com alguns quadros ainda a definir, o que ela já sabe é que, ao vivo, por volta das 19h, vai se dividir entre entrevistas com convidados no estúdio e a interação com repórteres ou espectadores via telefone, e-mail, fotos e vídeos gravados com celulares. A pauta promete ser ampla. “De Ronaldo Esper a (cratera do) metrô. Não vamos dar a notícia, mas sim a minha opinião sobre aquilo, com um enfoque sarcástico, ‘língua dura’”, afirma a apresentadora.

Ela atesta a inclinação à galhofa ao falar da MTV, em que, nos anos 90, esteve à frente de programas como o “Barraco” e o “Pé na Cozinha”. Classificando a passagem pelo canal como “missão cumprida e comprida”, Astrid diz ter ficado surpresa com o recente anúncio de que os videoclipes - que fizeram a fama da emissora - deixarão a programação regular da casa. “Quero ver como vão fazer com o VMB (Video Music Brasil, premiação anual da MTV). É o produto de maior visibilidade e faturamento. O (diretor de programação) Zico Goes vai pegar clipes do YouTube?”, provoca.

E sobe o tom da crítica. “Saí quando saiu o grupo que tinha a idéia de amadurecer a MTV”, diz, citando nomes como Jorge Espírito Santo (hoje diretor artístico do GNT) e André Vaisman (atual diretor de criação e marketing da PlayTV). “Hoje, tem apresentador lá que é maior que o canal, de um jeito que a MTV antiga repudiaria severamente”, emenda, apontando a apresentadora Daniella Cicarelli como exemplo.

Voltando à estréia no GNT, Astrid diz que sua atração será voltada para a “mulher independente, de 25 a 45 anos”, que assistirá enquanto estiver “fazendo comida, trocando de roupa, arrumando-se para a balada”. Seguindo essa cartilha “descolada”, o programa reciclará quadros de moda, música e decoração do “Armazém 41” (que sai do ar) e trará segmentos sobre defesa do consumidor, sexo e economia, numa espécie de abre-alas do horário nobre do canal.

A interação com outras produções do GNT também está prevista. Não vai ficar com cara de “Vídeo Show”? “Não. Vamos pegar um serviço de outro programa e ampliar o alcance daquela informação”, garante ela. E o público jovem (hoje já não tão jovem assim...) que a acompanhava na MTV: vai ser contemplado de alguma forma? “Eu tenho uma pegada mais jovem, consumo coisas mais pop. Vou ao show do Jorge Benjor e Ben Harper. Não vou ver Simone e Fábio Júnior.”