08 de julho de 2026
Nacional

Agentes param 5 penitenciárias em SP

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Agentes penitenciários de São Paulo realizaram ontem paralisação em pelos menos cinco unidades, em três cidades do Estado, em protesto ao assassinato do diretor-geral do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá, Wellington Rodrigo Segura, 31 anos, ocorrido na última sexta-feira.

Os funcionários suspenderam as visitas de familiares e o banho de sol dos presos e não aceitaram a entrada de alimentos trazidos por parentes. Somente os serviços essenciais foram mantidos. Segura foi assassinado, com mais de dez tiros, em uma emboscada. Uma das hipóteses investigadas pela polícia é a de que o diretor, que era constantemente ameaçado, foi morto por uma ordem do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sifuspesp), o protesto dos agentes paralisou as atividades no CDP de Mauá (Grande SP), no CDP e Penitenciária 1 de Ribeirão Preto e nas penitenciárias 1 e 2 de Presidente Venceslau.

A Secretaria da Administração Penitenciária confirmou o protesto em três unidades prisionais: CDP de Ribeirão Preto, Penitenciária 2 de Presidente Venceslau e CDP de Mauá. Segundo o órgão, em Mauá a manifestação dos agentes teve início anteontem. “Os funcionários decidiram entre eles realizar os protestos. O sindicato apóia. Isso foi só para o final de semana. No decorrer da semana vamos ver como vai ficar a situação”, afirmou Luiz da Silva Filho, diretor do Sifuspesp.

De acordo com João Rinaldo Machado, presidente do sindicato, não houve conflito nos locais de protesto. Ela afirma, no entanto, que a situação está mais tensa na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, unidade onde foram isolados vários integrantes da cúpula da facção criminosa PCC. “Nossa categoria continua sendo abatida nas ruas como se fosse animal e o Estado não faz nada para mudar a situação”, disse o agente Marcelo Bortoletto, que era colega de trabalho do diretor morto.

A declaração de Bortoletto ocorreu no enterro de Segura, realizado anteontem, em Presidente Prudente (565 quilômetros de São Paulo).