08 de julho de 2026
Bairros

Destruído, carro é retirado de córrego

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Com o auxílio de uma máquina retroescavadeira cedida pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE), o Corcel que desabou junto com a ponte entre o Núcleo Beija-Flor e a Vila Santa Luzia na noite de domingo foi retirado completamente destruído, ontem pela manhã, do córrego Barreirinho. O trabalho foi realizado sem o conhecimento do proprietário do veículo, o autônomo Israel dos Santos Filho, 60 anos.

Conforme o JC divulgou, ele e a mulher correram risco de morte no domingo à noite. Por apenas dois minutos, o casal escapou de ser soterrado dentro do automóvel, que caiu junto com a ponte. Ambos foram socorridos pelo autônomo Nivaldo Aparecido da Silva. No entanto, ficaram no prejuízo. Perderam o veículo utilizado no ganha-pão da família.

Retirado, o Corcel permanecia às margens do córrego, sem destino certo. A situação, segundo Santos Filho, favorece a retirada de peças. Provavelmente hoje, seus advogados protocolem processo administrativo junto à prefeitura. Caso a família não obtenha o almejado ressarcimento pelo dano, a defesa deve recorrer à Justiça.

Santos Neto, após ser comunicado por um conhecido, também esteve ontem à beira do córrego, assim como muitos curiosos que observaram retirada do carro e dos tubos. Para garantir a segurança do local, 20 homens do Corpo de Bombeiros participaram da operação, solicitada pela Defesa Civil, a partir de um pedido da Secretaria de Obras.

Previsão

Os bombeiros cavaram no entorno do carro para facilitar o trabalho da retroescavadeira, informa o sargento Vinícius José da Silva. Se a chuva deixar, o acesso entre o Núcleo Beija-Flor e a Vila Santa Luzia deve ser restabelecido em cerca de 60 dias, informa o titular da Obras, Paulo Brittes.

“Hoje (ontem), limpamos aquela tubulação que estava lá dentro (do córrego). Tiramos tudo de lá e estamos preparando a terraplanagem do lado. Com a própria máquina, estamos levando terra para aterrar aquela parte meio lameada”, explica o secretário.

Segundo ele, o próximo passo será levar as células de concreto para instalá-las onde será colocada a ponte definitiva. Até lá, sem o acesso, motoristas das duas regiões atingidas deverão desviar o trajeto e circular um quilômetro a mais.