08 de julho de 2026
Bairros

Cano teria obstruído passagem da água

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

Um cano grande, onde caberia inclusive uma criança, pode ter contribuído com a queda da ponte entre o Núcleo Beija-Flor e a Vila Santa Luzia. A avaliação é do vigia Júlio César Ferraz, segundo quem o material, embora pesado, tenha sido transportado para o local pela força das últimas chuvas.

Emperrado, o tubo teria obstruído a passagem da água pelo tubo ármico, instalado sob a estrutura por onde trafegavam os veículos. “Como a água não saía, acumulou. Correu pelo lado da canaleta e foi comendo a terra por baixo. Ficou oca (a estrutura de sustentação da ponte)”, diz o vigia.

Ele não só acredita na participação deste cano na queda do veículo, como também avalia que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) poderia ter evitado o problema. Ferraz garante ter acionado a autarquia cerca de 15 dias antes da ponte cair, mas o DAE não retirou o cano do local.

A informação será checada hoje pelo presidente da autarquia, José Clemente Rezende. Informado do assunto ontem à noite, ele não teve como confirmar a queixa. No entanto, não acredita que o tubo citado pelo vigia tenha provocado a queda da ponte.

Rezende ressalta que a estrutura de passagem de água (tubo ármico) instalada no local é antiga - provavelmente colocada na primeira gestão de Tuga Angerami. Em decorrência dos anos, corria o risco de romper-se, assim como aconteceu na passagem da rua Waldemar G. Ferreira e no trevo do Núcleo Mary Dota.