A Secretaria Municipal de Obras prosseguiu ontem com os trabalhos de recuperação da passagem entre o Núcleo Beija-Flor e a Vila Santa Luzia, danificada pelas chuvas do último domingo. Na ocasião, um Corcel desabou junto com a ponte. Por pouco, o casal que estava no interior do veículo não é arrastado junto.
Ontem, a pasta iniciou a preparação da base em concreto que vai receber as células, também de concreto, que substituirão a tubulação ármica (metálica) rompida pela ação das águas da chuva. O fluxo do córrego Barreirinho passava por ela.
A nova tubulação terá 20 metros de extensão. A Secretaria Municipal de Obras utilizará 20 células de três metros de altura, por três metros de largura e um metro de comprimento, material que a prefeitura já dispõe.
Como o andamento dos trabalhos depende das condições climáticas, não é possível prever com exatidão quantos dias serão necessários para a recuperação da passagem, que após a tubulação, receberá novo aterro e asfalto.
As equipes da prefeitura trabalham, porém, para que o tráfego seja restabelecido o mais rápido possível. Anteontem, foi executado o trabalho de limpeza e desvio do leito do córrego. O Corcel, destruído, foi retirado e colocado às margens do Córrego Barreirinho, onde permanecia ontem. Com a limpeza, um cano de grandes dimensões também foi retirado do local.
Ele é apontado pelo vigia Júlio César Ferraz como um dos responsáveis pela queda da ponte, por ter obstruído a passagem da água no domingo, durante uma chuva forte. Ele garante ter solicitado ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) a retirada do material do local, 15 dias antes do incidente. No entanto, quando foi anotar o protocolo do pedido, a ligação caiu.
Por essa razão, o presidente do DAE, José Clemente Rezende, não encontrou registros do pedido. Para ele, o tubo ármico instalado sob a passagem rompeu-se porque já era antigo. Também ressalta que o cano citado não foi arrastado de qualquer obra do DAE.
Porém, o diretor de obras da autarquia teria comentado com o vereador Marcelo Borges (PSDB) que o cano seria mesmo do DAE. Diante da situação, o parlamentar levará o caso à Comissão de Obras do Legislativo.