Porto Alegre - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que foi duplo suicídio o caso das mortes, em novembro passado, de um professor de piano e de uma estudante de 13 anos que viviam um namoro proibido. O professor Marcos Maronez Júnior, 31 anos, e sua aluna Gabriela Muratt foram encontrados mortos numa cama de motel da Capital gaúcha, na manhã de 19 de novembro. Cada um segurava um revólver.
A polícia trabalhava com duas hipóteses principais: cumprimento de um pacto de morte - anunciado em cartas deixadas no motel- ou homicídio (cometido pelo professor) seguido de suicídio. Após colher 24 depoimentos e analisar provas como os revólveres encontrados no motel e cartas trocadas entre os dois, a polícia apontou que ambos executaram o pacto de morte e cometeram suicídio. “A conclusão a que chegamos é resultado de um conjunto de elementos comprobatórios. Não há uma prova principal que tenha preponderado”, disse a delegada Eliete Rodrigues, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima.
O inquérito do caso foi entregue anteontem à Justiça. O documento deve ser arquivado. O motel onde o professor e a estudante foram encontrados chegou a ser fechado por 30 dias porque não pediu o documento de identidade da adolescente, que tinha cerca de 1,80 metro de altura.
No início das investigações, a polícia informava que seria difícil elucidar o que havia ocorrido no quarto do motel. A hipótese de que o professor havia matado a menina e depois se suicidado chegou a ser bastante cogitada.