08 de julho de 2026
Nacional

Renan e Agripino acertam disputa

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Agripino Maia (PFL-RN) decidiram ontem deixar para depois da disputa pela presidência do Senado a distribuição dos cargos da Mesa Diretora da Casa. Os dois candidatos ao comando do Senado se reuniram para firmar acordo que garanta o “alto nível” na disputa, sem troca de ofensas ou ofertas de cargos em troca de votos. “Qualquer negociação em relação a comissões e cargos não será feita antes de se proclamar o resultado. Vamos deixar os líderes discutirem com o novo presidente o que acontecerá com os demais cargos”, disse Renan.

Na Câmara, ao contrário do Senado, os partidos se uniram em três grandes blocos parlamentares para garantir maior número de cargos na Mesa Diretora. Mesmo sem a disputa explícita por cargos, alguns parlamentares lutam pelas indicações dentro do partido para ocuparem cargos na Mesa do Senado. Segundo Agripino, o PMDB e o PFL firmaram acordo para que o partido derrotado na disputa pela presidência da Casa fique, automaticamente, com a 1.ª vice-presidência do Senado. “O critério de proporcionalidade será respeitado. O PFL e o PMDB são os maiores partidos. Quem perder a presidência escolhe o cargo seguinte. Depois, os demais partidos escolherão os demais cargos”, afirmou Agripino.

As eleições para a presidência do Senado ocorrerão hoje, pela manhã, depois da posse dos novos 27 senadores eleitos em outubro. A votação será secreta, mas em cédulas de papel. Até agora, Agripino e Renan foram os únicos senadores a entrar na disputa pela presidência da Casa. Na Câmara, a posse dos novos deputados também está marcada para as 10h, mas as eleições ocorrerão à tarde.

A expectativa é que a apuração dos votos seja mais rápida do que nas eleições de 2005, que durou 11 horas, já que desta vez a votação será eletrônica - e não em cédulas de papel. Renan disse que pretende buscar o consenso para uma única candidatura no Senado até o momento da votação. Mas os dois candidatos negaram que tenham discutido a possibilidade de renúncia de um dos lados na reunião que definiu regras para as vagas da Mesa Diretora. “Nunca passou pela nossa cabeça esse tipo de acordo”, disse Agripino.

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), intermediou o encontro entre os dois candidatos e afirmou que as eleições ocorrerão no mais “alto nível” no Senado.