10 de julho de 2026
Polícia

Janeiro teve 18,3 assaltos e furtos por dia

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

No mês de janeiro, a Polícia Militar (PM) registrou média de 18,3 roubos e furtos por dia em Bauru. No mesmo mês do ano passado, a média diária era de 20. No primeiro mês desse ano, foram registrados 64 roubos, 480 furtos, um roubo de veículo e 22 furtos de veículos. De acordo com o major Wellington Luiz Dorian Venezian, comandante operacional do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPMI), os índices de janeiro estão entre os mais baixos dos últimos 10 anos.

Desde abril de 2005, os comandantes das companhias da PM se reúnem mensalmente no batalhão para discutir os índices de criminalidade do período anterior. “São apontados os locais, horários e dias de semana com maior incidência de crimes”, relata Venezian. Então, para cada dia é elaborado um plano de ação policial para coibir essa incidência. “Pode ser patrulhamento, estacionamento de viatura, identificação e prisão de malfeitores ou campanhas educativas”, enumera o comandante.

Essa estratégia é denominada Sistema de Planejamento Operacional (Planop) e é baseada nos dados coletados pelo Infocrim, que é a tabulação dos dados e horários de ocorrências. “Em 2006, o resultado foi fantástico. Os furtos, por exemplo, caíram em todos os meses. O índice de homicídios foi o menor dos últimos 11 anos, o de furtos foi o menor dos últimos 10 anos e os roubos, o menor da última década”, aponta o major.

Em janeiro de 2006, a PM registrou em Bauru 65 roubos, 505 furtos, três roubos de veículos e 46 furtos de veículos. O total de ocorrências, divididas pelos dias do mês, deu uma média de 20 roubos e furtos por dia em toda a cidade. Com a estratégia aplicada pela polícia, em 2007, a média de janeiro foi reduzida a 18,3 roubos e furtos por dia.

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Prevenção

Investindo ainda mais na prevenção, a Polícia Militar (PM) está intensificando o programa Personalizando a Emergência. Os sargentos das bases comunitárias visitam as casas de sua área para conhecer melhor a comunidade. “É uma forma de promover o entrosamento entre a população e a PM, além de estimular os moradores a denunciar crimes e também solicitar auxílio na questão da segurança do lar”, explica o comandante.

Com um entrosamento melhor entre polícia e comunidade, o major Wellington Venezian acredita que o número de ligações ao serviço de emergência da PM possa ser readequado.

“Hoje, o 190 é muito utilizado para situações não emergenciais, casos que poderiam ser resolvidos pela base comunitária da polícia. Também por isso é necessário que a comunidade conheça o policial de seu bairro”, aponta Venezian.

Luciana La Fortezza