Jaú - A maior área verde da cidade de Jaú (47 quilômetros de Bauru) pede socorro. O abandono da Praça do Museu Municipal (localizada no cruzamento da avenida do Café com João Ferraz Neto, Vila Netinho) fez com que um cartão-postal da cidade se transformasse em problema.
Nos últimos três meses, três árvores de grande porte foram derrubadas e o espaço que poderia ser usado para o lazer do jauense está depredado.
Inconformados com o descaso do poder público, um grupo de moradores se reuniu com os vereadores para reivindicar uma transformação que possa “salvar” a praça e devolver o espaço público para a população.
A proposta apresentada pelo grupo pretende fazer do local um espaço agradável, onde as famílias jauenses possam se divertir e curtir a área verde.
O auxiliar administrativo Roberto Sangeroti é um dos integrantes do grupo que fez a proposta. Ele explica que o espaço sofre com o mau uso do local.
“Árvores estão sendo derrubadas, pessoas desocupadas e usuários de drogas usam o local para dormir e ali fazem suas necessidades fisiológicas, deixando a maior área verde da cidade em estado deplorável.”
Na opinião dele, a Praça do Museu é um patrimônio histórico que está sendo depredado. “A história do nosso município está lá. O casarão vem sendo alvo dos vândalos”. Ele conta que percebeu, junto com seus amigos, que em três meses a situação piorou. “Foram derrubadas três árvores de grande porte.”
A queda das árvores tocou os atletas que freqüentam o local e que resolveram “gritar” em nome da área verde.
“A derrubada puxou outros assuntos como a depredação. A gente está pleiteando uma reunião na terça-feira, às 16h com o prefeito. Já tivemos uma reunião com os vereadores e eles foram receptivos.”
Prefeito
Receptivo e sensível à demanda da população também deve ser o prefeito João Sanzovo Neto (PSDB). Em 2007, completa-se cinco anos que Sanzovo visitou a Praça do Museu e deixou para os moradores a certeza de que reurbanizaria o local.
“Vamos reurbanizar esta praça, como fizemos com várias outras da cidade. Também vamos abrir uma rua aqui para melhorar o trânsito da região”, prometeu naquela oportunidade o prefeito.
Suas palavras foram recebidas com cumprimentos e cafezinho passado na hora, oferecido pelos moradores.
Naquele dia, Sanzovo acompanhou a retirada de um monumento de cimento e ferro, instalado em 1970. Já em 2002, o prefeito ouviu várias histórias de brigas, gente esfaqueada e vandalismo no lugar.
Negociações
As reivindicações dos moradores do entorno da praça foram ouvidas pelos vereadores Emílio Baldini, Carlos Alexandre Ramos, José Luís Sette e José Carlos Borgo. Ele afirmaram que, apesar da Câmara não ter o poder para executar obras, vão servir de “ponte” entre o Legislativo e Executivo.
O líder do prefeito na Câmara, vereador José Luís Sette, explicou ontem que uma reunião poderá ser agendada com o prefeito, na próxima semana. A assessoria de imprensa da administração municipal confirmou a intenção, mas não soube precisar a data, uma vez que o prefeito encontra-se em Brasília. Sette explicou que há cerca de dois anos o projeto da prefeitura foi embargado pelo Ministério Público. “Porque se pretendia abrir uma rua, via esta que entendemos que já está traçada. Agora, pretendemos pedir as melhorias, mesmo sem a abertura da rua.”
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Mau uso
Os atletas querem transformar o espaço em área de lazer e entretenimento e reivindicam pista de caminhada, quadras de vólei de areia, melhoria do campo de futebol e parque de diversões, além de alambrados para evitar as invasões noturnas, nos moldes do Taquaral, em Campinas.