09 de julho de 2026
Nacional

Fernando Collor assume e anuncia proposta para implantar parlamentarismo

Por Da Redação | Com Folhapress e AE
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Quatorze anos depois de ser cassado, acusado de envolvimento em corrupção, o ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, tomou posse ontem como senador por Alagoas. Ele anunciou que apresentará uma proposta para implantar o parlamentarismo no País, “até o final de março”, e se declarou disposto a contribuir para que o governo Lula “continue na linha certa do desenvolvimento”.

Hoje pela manhã, Collor deixará o partido pelo qual foi eleito, o PRTB, para se filiar ao PTB, que integra o bloco de apoio ao presidente Lula. O ex-presidente foi aplaudido por admiradores enquanto se deslocava do plenário para o auditório Petrônio Portela, onde era aguardado por simpatizantes e eleitores do Estado.

Entre eles estavam 25 padres, dois bispos e três diáconos que - segundo o padre Paulo de Melo e Silva se deslocaram a Brasília para prestigiar a posse do ex-presidente, em reconhecimento aos trabalhos sociais que ele teria desenvolvido no Interior de Alagoas. Dos 79 senadores que votaram pelo seu impeachment, 18 continuam ou retomaram o mandato este ano. É o caso de José Sarney (PMDB-AP), Marco Maciel (PFL-PE), Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Fernando Collor disse que se sente “muito bem, muito feliz e muito ansioso para começar logo a trabalhar”. Citou como uma de suas prioridades a aprovação da reforma política, a que chamou de “mãe de todas as reformas”, propondo, entre outras mudanças, a implantação do regime parlamentarista no País. “É o melhor que há”, alegou. Desenvolto em plenário, Collor conversou com vários senadores, entre eles, José Sarney (PMDB-AP), de quem foi um dos maiores críticos na campanha para sucedê-lo no Planalto.

Suplicy erra voto

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) precisou substituir sua cédula de votação por ter cometido um erro no momento de escolher entre José Agripino Maia (PFL-RN) e Renan Calheiros (PMDB-AL). Suplicy percebeu que não havia votado em Renan e pediu a substituição de sua cédula antes de depositar o voto na urna.

Suplicy levou a família para acompanhar a cerimônia. Os filhos Supla e João Suplicy acompanharam a posse dentro do plenário do Senado.