Botucatu - A ameaça de greve dos médicos que atendem no Pronto-Socorro do Hospital Sorocabana em Botucatu (100 quilômetros) está descartada pela Secretaria Municipal de Saúde. Os médicos reivindicavam o repasse mensal de R$ 56 mil para o pagamento de salários referentes ao mês de dezembro.
No entanto, a prefeitura se recusava a fazer a liberação do valor sem que fosse entregue o contrato de renovação do convênio de atendimento no hospital.
Segundo o coordenador médico da Secretaria Municipal de Saúde, Pedro Bonequini Jr., ontem o impasse foi resolvido em um encontro entre o secretário de Saúde, Valdemar Pereira de Pinho, e o diretor administrativo do Hospital Regional Sorocabana, Agostinho Gonçalves, quando foi entregue o contrato deste ano.
Jogo de cena
A simples assinatura de renovação do convênio de atendimento do PS se encaminhava para uma crise com risco de paralisação do atendimento. Os 40 médicos - 20 pediatras e 20 clínicos gerais - vinham anunciando a possibilidade de greve.
No dia 24 de janeiro, o documento foi levado para São Paulo por Gonçalves e entregue para a direção da Associação Beneficente dos Hospitais Sorocabana, que administra a unidade hospitalar em Botucatu.
A direção encaminhou a proposta de renovação de convênio para uma análise do setor jurídico, que apenas liberou o documento na última quinta-feira. Período suficiente para insuflar os ânimos dos médicos que anunciaram a possibilidade de entrar em greve.
Rapidamente, tanto a direção do hospital quanto a Secretaria Municipal de Saúde se mobilizaram para evitar novo atrito. O contrato assinado foi postado anteontem via sedex e chegou ontem a Botucatu.
Atritos
Não é a primeira vez que o poder público e o Sorocabana não se entendem. Recentemente, a maternidade do hospital iria parar se não fosse renovado um convênio envolvendo a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e a Secretaria de Estado da Saúde.
Houve acerto para a prorrogação por mais um ano do convênio do Programa de Assistência Materno-Infantil, que existe desde o início da década de 90. O acerto garantiu o repasse de R$ 789 mil distribuídos em 12 meses para o Sorocabana. A maternidade realiza uma média de 100 a 120 partos diferenciados por mês.