09 de julho de 2026
Nacional

Cerca de 110 pessoas são intoxicadas em praia de SC

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

São Paulo - Ao menos 110 pessoas foram intoxicadas em Bombinhas (79 km de Florianópolis), no litoral de Santa Catarina, após comerem mariscos na cidade nesta semana. É a segunda vez em menos de 15 dias que os moluscos provocam contaminação no Estado.

O governo federal chegou a proibir o consumo de mariscos na Grande Florianópolis (SC), região que é responsável por 90% da produção de ostras no Brasil. Na ocasião, cerca de 50 pessoas apresentaram dor abdominal, vômito e diarréia na capital - os mesmos sintomas verificados agora. O período de evolução da intoxicação é rápido: cerca de três horas.

A contaminação ocorre em razão da proliferação de microalgas nocivas ao homem. Os microorganismos, comuns na costa brasileira, não costumam apresentar um desequilíbrio no ambiente. Quando ocorre, o evento natural é chamado de maré vermelha. Em Santa Catarina, a presença dos microorganismos tem chegado a 7.500 células por litro, segundo medições feitas pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Cerca de 200 organismos por litro já são suficientes para contaminar os mariscos e torná-los impróprios para o consumo. Por isso, além do consumo, estão suspensas a colheita e a venda dos moluscos (ostras, mexilhões, vieiras e berbigões) em toda a região.

A Vigilância Epidemiológica do Estado diz que já há relatos de outros casos de intoxicação na costa catarinense, que serão investigados. Controle Segundo a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República, não há como evitar nem prever a situação, pois o controle das microalgas é impossível.

A ocorrência de ventos fortes pode auxiliar na movimentação da água e, conseqüentemente, na dissipação das microalgas. Uma vez que a água esteja livre da espécie tóxica, o molusco torna-se novamente próprio para consumo. A Vigilância Sanitária de Bombinhas apreendeu 500 quilos de mariscos.