O racismo entre negros, brancos, mulatos, orientais, indígenas deve-se à tendência do ser humano de se identificar e unir com seus semelhantes e ter aversão ao que é diferente. A definição de racismo é: “uma ideologia fundada na crença de que existe uma supremacia entre grupos humanos, entre as supostas “raças”. O ser humano nunca se adaptou bem às mudanças e diferenças, resultando em uma supervalorização de suas características físicas, tidas como raças, e sua cultura. Daí originaram-se todos os confrontos entre povos de características e culturas distintas. Como exemplo: o nazismo, fascismo, escravidão de negros e índios e etc.
A escravização dos negros foi um exemplo muito recente e próximo a nós do poder que alguns povos exerceram sobre outros. A chamada “raça branca”, prepotente, se julgava muito melhor que todas as outras e achava que tinha o direito de colonizar outros povos. A escravidão foi um dos principais fatores da desigualdade social atualmente, pois ao ser abolida a escravidão, os brancos continuaram a explorar os negros que apesar de serem livres, não recebiam salários justos e eram submetidos a uma condição de vida escassa.
O termo raça só serve para designar animais, não serve para caracterizar pessoas. Esse conceito foi criado por Joseph Artur Gabineau que afirmava que a “raça” influenciava diretamente na capacidade do ser humano. Cor de pele, tipo de cabelo, e outras características físicas eram tidas como base para a separação das raças. Hoje está mais que comprovado que esse termo “raça” não pode mais ser utilizado, pois, segundo pesquisadores, não há na terra nenhum grupo humano biologicamente, nem culturalmente homogêneo. No Brasil, o racismo não é muito aparente devido à miscigenação do nosso povo, ou seja, a grande variedade étnica no Brasil.
Porém, com a atual tendência do governo de criar a política de cotas raciais, que está sendo estudada em nível de governo federal, pode mudar a nossa realidade. Como o governo saberá quem é quem, se já foi comprovado cientificamente que com a grande variedade étnica no mundo não existe mais nenhuma raça homogênea? Será que o próprio governo está promovendo o racismo, já que o negro não poderá concorrer diretamente com outros grupos étnicos?
Essas tentativas do governo de tentar fazer com que as camadas mais humildes estejam incluídas no ensino superior está sendo expressa de forma errada. Ao invés de criarem uma cota racial específica, deveria ser criada uma cota para pessoas carentes, vindas de escolas públicas. Desse modo, a inclusão social seria realizada com sucesso, sem precisar criar a polêmica da capacidade “racial”.
Paula Lúcia Okada Figueiredo - RG: 43.897.215-6/Colégio Fênix