08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Aeroporto: dúvidas


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Dos meus 58 anos de idade, 36 estão sendo vividos em Bauru. Tenho acompanhado as discussões em torno do novo aeroporto e hoje, sábado à tarde, fui visitar aquele local. Desnecessário relembrar as condições de perigo no trevo de acesso à Vila São Paulo. Surpreendi-me com a beleza e funcionabilidade do trevo construído na rodovia que lhe dá acesso. Primeira dúvida quando adentrei na estrada de seus 5 quilômetros: como uma rodovia com pretensões de escoar cargas pode ser de pista simples? Bem pavimentada (também é nova e de pouco uso) até a chegada da entrada principal. Aí vem a segunda dúvida: se viajar a negócios sozinho e deixar meu carro exposto inteiramente ao sol durante a manhã (não percebi locais de plantações de árvores) e retornar à noite sob chuva, como vencer toda aquela rampa de acesso ao estacionamento sem uma boa molhada de roupa? Bem, agora adentro no espaço interno. Muito bonito, confortável, ainda muito vazio (que pena) e busco uma visão da pista e lá vem outra dúvida: como posso contemplá-la a não ser pelo lado externo das salas de embarque ou desembarque que presumo estarem fechadas, pois vi um segurança abrindo-a com chaves? Como estimular o turismo, levar as crianças que tanto adoram ver os aviões nas suas subidas e descidas? Pela disposição dos balcões de vendas de passagens, também nada podemos ver sobre a pista, as pessoas e os aviões chegando ou partindo? Como degustar uma cerveja ou um café, olhando o movimento mágico das aeronaves e viajar em pensamentos com elas? Será que todas as pessoas presentes neste momento no aeroporto de Congonhas estão ali só para viajar e não tem ninguém para “ curtir” as magias do aeroporto? Na saída, que bela visão, vendo a profundidade do firmamento (que muito auxilia na navegação sem instrumentos) e belas fazendas com seus gados pastando solenemente. Será que me enganei tanto nesta primeira visita?

Arnaldo Pinzan