07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Conta mal feita

A Prefeitura de Bauru teve de negociar com um fornecedor, no final do ano passado, porque sobrou mais de uma tonelada de extrato de tomate em pó, item pouco utilizado na merenda dos estudantes, que preferem, é óbvio, o molho in natura. Entretanto, uma informação passou despercebida desse histórico de controle de estoque e sobras. O governo estadual costuma enviar os produtos de acordo com solicitação feita pelas prefeituras. Assim, que o setor que controla os pedidos preencha a requisição com quantidades mais próximas da realidade do consumo neste ano.

• Nova degravação

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) que analisa irregularidades já confirmadas na Secretaria das Administrações Regionais (Sear) se reúne hoje, no primeiro encontro do ano. A comissão vai deliberar pelo envio de novo pedido de perícia na gravação que trata de intermediações com integrantes do governo para matérias no jornal Atalho. O que se sabe é que o resultado da degravação feita pela Polícia Civil não agradou. O conteúdo é de apenas um trecho da conversa. A saída seria pedir à Unicamp um novo laudo.

• Terraplanagem

Um ex-integrante da Sear não deixou passar despercebida uma afirmação do ex-diretor da pasta Aroldo de Oliveira Lima. Ele disse em seu depoimento que a administração consumiu uns R$ 250 mil em duas ruas da periferia, de terra. O desperdício do investimento estaria no fato de que a terraplanagem não suportou as chuvas e, com isso, o serviço teve de ser refeito e, depois, com outra enxurrada, novamente.

• Os endereços

Em uma checagem pelos locais indicados para os serviços da Sear, verifica-se que a terraplanagem teria sido executada nas ruas Clóvis da Silva Gomes e Waldemar Gregório de Moraes. Nestes endereços, consta que a terraplanagem já teria sido repetida umas seis vezes pela prefeitura. Se o problema persiste, algo precisa ser revisto, inclusive o custo do serviço que jorra pela rua de terra.

• Do ‘baixo clero’

Apesar de não ter digerido muito bem o fato de ter sido preterido na Comissão de Indústria, Comércio, Agricultura e Abastecimento para figurar na de Direitos Humanos e Cidadania, a única rusga pública exposta ontem durante a composição das comissões na sessão da Câmara Municipal partiu do vereador Primo Mangialardo (PV), que não perdeu o bom humor. Após a decisão, ele brincou: “Fizeram isso só porque sou do baixo clero.”

• Sem esperança

A assiduidade do vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) às sessões da Câmara foi motivo de piada para o também tucano Marcelo Borges, vice-líder da bancada peessedebista no Legislativo. “Nunca vou exercer a liderança, pois o Toninho (líder do partido na Casa de Leis) não falta nunca.”

• Longe da escola

Um projeto de lei assinado por diversos vereadores quer modificar a sistemática de definição da proibição de instalação de pontos comerciais (os que vendem bebidas) a 100 metros das escolas. Atualmente, conta-se a distância a partir do portão mais próximo do estabelecimento. Mas como alguns colégios têm vários portões, a regra seria modificada para ser considerada a partir do portão principal.