08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Questionamento ou heresia?


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Atribuir questões que dão um caráter de crescimento da Fé é dever de todo sacerdote, que “se diz” católico. Porém, existem alguns sacerdotes que usam de maneira muito inteligente a mídia para expor pontos de vista próprios e ser superficial, ou diria, na palavra correspondente em alemão, polêmico, ou até mesmo chamar a atenção de alguma forma, afinal de contas, onde enfiar tanta “gnosis” intelectual-filosófica acumulada, não é verdade?

Gostaria de registrar aqui meu profundo descontentamento, como leitor assíduo do JC, com relação à matéria feita com um sacerdote no domingo, dia 28, no qual o mesmo discorre mais sobre o prazer mórbido em tripudiar a ignorância parcial de uma grande parcela da comunidade Católica Cristã, com palavras bonitas e bem adornadas, que questionam até mesmo, pasmem, a existência de Deus.

Dentro da minha ignorância, como leigo e sem nenhum preparo religioso específico, me sinto um tanto quanto embaraçado ao ler palavras tão, diria, infelizes para um sacerdote com formação internacional. Palavras estas que não sei o que podem gerar para a Igreja enquanto instituição, mas que em mim geraram um profundo desgosto e sentimento de desconsideração pessoal, pois ofendem diretamente o maior de todos os sentidos de se considerar cristão, que é o de acreditar cegamente “Fé” em um Deus, seja este Deus de qual denominação for. Porém, o acreditar é algo que talvez transcenda a razão e que não esteja ao alcance de alguns, inclusive sacerdotes pseudo-religiosos.

Na última pergunta feita pelo JC, nesta malfadada entrevista, não pelo JC, mas sim pela atitude subversiva religiosa do entrevistado, na qual se abordava a situação sobre o que o aguardava após a morte, o mesmo disse entre tantas palavras que “espera uma surpresa incrível, pois todas as respostas que temos hoje são medíocres frente à “realidade” do pós-morte, se ela existir”. Este fim de frase estirpa todo resquício de Fé e espiritualidade que a entrevista poderia estar carregando até então. Não vou me ater a outros pontos, pois este me basta. Em se tratando de um sacerdote “intelectual”, “filósofo”, imagino que no jargão popular não só ele mas todos nós cristãos católicos poderíamos “ter dormido sem essa”.

Pablo Herrera Neves, RG. 32.589.212-X