08 de julho de 2026
Internacional

Bush pede mais verba para guerra

Folhapress
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Washington - O presidente George W. Bush apresentou ontem um orçamento de US$ 2,9 trilhões ao Congresso liderado pelos democratas. A proposta inclui um amplo aumento em gastos militares e bilhões de dólares extras para o Iraque e o Afeganistão.

Amplamente baseada na guerra ao terrorismo, a proposta prevê a destinação de US$ 235 bi para os dois conflitos nos próximos dois anos - US$ 100 bi em 2007 e US$ 135 bi em 2008. Se o Congresso, de maioria democrata, aprovar esse orçamento, os Estados Unidos terão gastado US$ 745 bilhões no financiamento de ações bélicas desde os atentados de 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas, em Nova York.

“Estamos em guerra, e nossa primeira prioridade é assegurarmos que nossas tropas tenham os recursos necessários”, diz o documento.

No orçamento, Bush propõe equilibrar as contas até 2012, limitando drasticamente o aumento de gastos - excluindo os da defesa- e aumentando as reduções de impostos, muito criticadas pelos democratas, depois de 2010.

A proposta prevê ainda a redução de gastos em programas de saúde pública e previdência social, para economizar US$ 96 milhões em cinco anos. Em 2007, o déficit será de US$ 244 bilhões (contra US$ 248 bilhões em 2006), antes de baixar para US$ 239 bilhões em 2008. O objetivo seria deixar para 2012 um excedente de US$ 61 milhões no orçamento.

Os democratas, que são maioria no Congresso desde janeiro, se opõem à guerra no Iraque. Mas se não aprovarem os gastos das tropas de ocupação, ficarão expostos às críticas dos republicanos e a reações negativas da opinião pública.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, disse na sexta-feira que seu partido “aspira a que os soldados americanos obtenham tudo o que precisam para sua missão”. Mas também advertiu que sua bancada “submeterá este coletivo ao controle severo e exaustivo que deveria ter sido aplicado durante quatro anos”, período no qual os republicanos foram a maioria do Congresso.