07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Contas rejeitadas

A avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Estado sobre o último ano da gestão de Nilson Costa (PPS) mostra por que o prefeito Tuga Angerami ficou tão preocupado em 2006 em deixar no caixa, sobretudo na conta carimbada da Educação, o recurso suficiente para cobrir as despesas já contratadas (empenhadas). Sobre o mesmo item, relativo às contas de 2004, o TCE reprovou o fato de Nilson ter mantido restos a pagar só com educação em R$ 6,5 milhões, mas com apenas R$ 3 milhões de saldo na conta correspondente.

• Urbe retalhada

O ano legislativo recomeçou com promessas e discursos de projetos e cobranças em torno de problemas antigos da cidade, mas algumas práticas nocivas à regulação das regras de ocupação urbana continuam. A lista de projetos que deram entrada na primeira sessão do ano conta com um veto do Executivo à proposta de transformar um quarteirão da rua José Maria de Oliveira Rodrigues, no Jardim Aeroporto, em corredor comercial. Na lista constam quatro projetos no mesmo sentido para diferentes ruas. É o zoneamento urbano sendo completamente retalhado.

• Perambulação

A surpreendente atuação policial contra eventual vadiagem nas ruas, veiculada na página 8 do JC de hoje, certamente será um prato cheio para comentários cheios de sarcasmo no meio político. Paralela à polêmica de tipificar como crime a perambulação de desocupados pelas ruas – muitos vítimas do desemprego, por sinal - também está a identificação do contigente daqueles que, em não tendo o que fazer, desfilam quase que todos os dias por alguns órgãos públicos.

• Quais os motivos?

No mínimo cabe a pergunta: qual a razão de alguns cidadãos disporem de tanto tempo e tantos dias para permanecer nos corredores e cafezinhos de repartições públicas, notadamente na Câmara Municipal e certos corredores do Palácio das Cerejeiras? Lobby? Não, não temos tanto poder assim. Militância política? Também não. Os partidos e pretendentes a candidato não dão a mínima para a vida partidária orgânica. Então...

• No alvo errado

Não passou sem comentário ontem em pelo menos dois locais públicos, frequentados por formadores de opinião, a crítica levantada pelo vereador tucano Marcelo Borges contra os estragos na sede do Programa de Educação para o Trabalho (PET) no Parque Jaraguá. Os comentários foram o de que a crítica é procedente, mas o alvo não foi acertado.

• Furto e vândalos

É que as instalações do local foram destruídas, e por mais de uma vez, por ação de vândalos, ou seja, cidadãos comuns. E também ocorreram pelo menos cinco furtos registrados em relação ao PET do Jaraguá. Pedir a recuperação do local, ainda que com o evidente desperdício dos recursos anteriores, é até necessário. Mas há que se tomar cuidado.

• Atitude burra

Até por coerência, é necessário se levantar muito mais contra o vandalismo do que em relação ao atraso na reforma. O povo também tem de cuidar do que é seu e se conscientizar de que o dinheiro sai do mesmo lugar, dos impostos, ou seja, dele próprio. Assim, destruir um bem público, é caso de polícia e burrice de quem pratica e deixa praticar.