Na noite de anteontem, criminosos queimaram três ônibus na Capital (PCC). A ação, que pode ter sido orquestrada pelo Primeiro Comando da Capital, seria a primeira da facção criminosa neste ano. A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), divulgou que o ataque foi pontual, focado em apenas um bairro de São Paulo, o Parque Bristol. Mesmo assim, Polícia Civil e Militar de todo o Estado adotaram postura de cautela. Em Bauru, o policiamento foi reforçado e unidades tiveram a segurança aumentada.
De acordo com a secretaria, a PM recebeu na tarde de anteontem, um alerta de que o PCC planejava ações no Estado. A informação teria sido repassada aos comandos da corporação que tomaram as medidas de precaução. Horas depois, o primeiro ônibus foi queimado na Capital, na rua John Audubon, por volta das 21h15. Dois motoqueiros pararam o veículo e obrigaram a saída dos passageiros. Os outros incêndios ocorreram na rua Doutor Luís Gonçalves Júnior e na rua Brigadeiro Amílcar Veloso Pederneiras. Ninguém se feriu. Quatro suspeitos foram presos.
De acordo com o delegado seccional de Bauru Doniseti José Pinezi, não houve nenhum alerta sobre ataques em Bauru. Mas por precaução, o Plantão Policial teve a segurança reforçada. Além disso, as viaturas da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Grupo de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) e Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) estão patrulhando a cidade. “Pelo menos até o final de semana”, diz Pinezi.
O delegado afirma que a polícia está em alerta e que o plano de contingência, elaborado em maio do ano passado, logo após a primeira onda de ataques do PCC no Estado, continua em vigor. “Todos os delegados podem ser acionados em minutos”, explica Pinezi.
Já o Comando de Policiamento do Interior-4 (CPI-4) e o 4.º Batalhão da PM do Interior (4º-BPMI) não divulgaram as informações sobre o policiamento de prevenção em Bauru. Porém, o Jornal da Cidade apurou que as bases comunitárias estão cercadas por cones para evitar aproximação de veículos suspeitos. Além disso, ontem, os ônibus que realizam o transporte coletivo na cidade foram escoltados por viaturas da PM.
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Histórico
Na primeira onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), em maio do ano passado, foram registrados disparos contra duas delegacias da Polícia Civil e o prédio da Vara das Execuções Penais em Bauru. Na segunda onda de ataques, em julho, foram queimados cinco ônibus do transporte coletivo, danificada uma Kombi da prefeitura e registrada uma tentativa de incêndio na Regional Administrativa São Geraldo, além de um incêndio a uma loja de conveniência de posto de gasolina. Em agosto ocorreu a terceira onda de ataques, mas a cidade não foi alvo de manifestações da facção.