08 de julho de 2026
Turismo

Mendoza

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Quando se fala na argentina Mendoza, no Brasil, a primeira imagem que vem à cabeça são dos seus sensacionais vinhos, que concorrem com os melhores da Califórnia, da Itália, do Chile e até mesmo da França. Mas poucos são os sortudos que podem descrevê-la com detalhes. Muitos a associam a uma região muito seca, desértica, por conta da imagem que têm quando a sobrevoam nos aviões da LAN (todos cruzam Bauru rumo a Santiago do Chile, passando, antes por Tucumán e Rosário).

De cima, antes das aeronaves atingirem a pré e depois vencer a Cordilheira dos Andes com seus eternos picos nevados, só se vêem algumas plantações e muita areia no caminho. Para quem nunca foi ao Saara ou ao menos a Antofogasta, no Chile (onde fica o Atacama, o lugar mais seco do planeta), trata-se de “um deserto montanhoso”. Embora pertencentes a países diferentes, apenas 35 minutos de vôo separam a encantadora Santiago da não menos interessante Mendoza.

A viagem rapidinha (são 380 km de distância) é para se guardar na memória pelas mágicas paisagens andinas. Assim que o avião aterrissa tudo muda de figura. Mendoza é uma das localidades mais urbanizadas do mundo. Dizem que lá há uma árvore por habitante – a grande Mendoza tem mais de 1,5 milhão deles e a cidade-sede da Província, cerca de 130 mil.

Avenidas largas, praças e mais praças e parques minuciosamente cuidados fazem parte da descoberta que inclui, também, muitos carros antigos que há décadas não se vêem circulando no Brasil. Além de Escorts, Focus, Fiestas, produzidos pela Ford Argentina.

Faz calor em Mendoza (nessa época do ano a temperatura oscila entre 25 a 35 graus) e ele é sentido de imediato, amenizado pela sombra das imensas árvores que se fecham em círculos nas ruas, formando pérgulas sobre o cimento e o asfalto.

Um espetáculo para ser registrado e que faz desse lugar seco, onde raramente chove, especial. Depois de deixar as malas nos hotéis – há também muitos hotéis e campings em Mendoza com diárias convidativas –, a ordem é partir para uma cerveja gelada (Andes ou Quilmes) nas mesinhas espalhadas pelas calçadas.

Bares e mais bares, restaurantes e mais restaurantes, praças e mais praças e calçadões limpos, charmosos, estão por toda a parte.

O gostoso é curtir esses espaços públicos a qualquer hora do dia ou da noite, já que a cidade é muito segura (mesmo assim cuidado com câmeras fotográficas em lugares públicos). Os mendocinos e os turistas aproveitam a luz do sol quebrada pelas árvores frondosas, que lembram plátanos, para tomar o café da manhã ouvindo o cântico de passarinhos e lendo os jornal do dia – "Los Andes" ou os periódicos de sua vizinha, Santiago: "La Tercera" ou "El Mercúrio".