09 de julho de 2026
Regional

Corte de 15% no orçamento não deverá afetar salários na Unesp

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu - Em reunião realizada na última terça-feira, os diretores das faculdades da Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre eles Joel Spadaro - da Faculdade de Medicina de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) - foram tranqüilizados pelo reitor Marcos Macari de que a contenção de 15% na execução orçamentária das três universidades paulistas, promovida pelo governador José Serra (PSDB), não vai afetar os salários dos funcionários da Unesp.

Por meio de resolução conjunta, publicada no Diário Oficial do Estado no dia 11 de janeiro, o governador de São Paulo reteve 15% do montante destinado para custeio das três universidades públicas paulistas (Unicamp, USP e Unesp).

“Nós, diretores das unidades (da Unesp), tivemos uma reunião com o professor Macari e ele disse que tinha conversado com o governador e que ele garantiu que não haveria prejuízos às universidades”, relata Spadaro, revelando que haverá uma outra reunião com o Secretário de Planejamento para discutir a execução orçamentária mais adequada para as universidades.

Na reunião desta semana, ficou esclarecido que o corte de 15%, anunciado pelo governo, será nos recursos destinados à área de investimento das faculdades e não nos salários dos funcionários, como temiam os diretores. No caso da Unesp, onde o orçamento para este ano está estimado em cerca de R$ 1 bilhão, o corte eqüivale a R$ 15 milhões. “A universidade tem 90% de execução orçamentária de salário e 10% para investimentos. O corte de 15% é sobre esses 10% referentes ao investimento”, comenta Spadaro.

“Fica preservada a parte de salário, que era o que nos preocupava mais. Mesmo assim, logo que o orçamento for votado, na próxima semana, eles vão voltar a conversar para que essa situação, que ele (o governador) chama de temporária, se regularize”, espera o diretor da unidade de Botucatu.

A justificativa que o governo teria dado à reitoria das universidades para o corte nos investimentos, segundo Spadaro, diz respeito à uniformização dos gastos das universidades com o setor público. “E também para alavancar uma sintonia entre os orçamentos das universidades e a peça orçamentária que vai ser aprovada na Assembléia Legislativa na semana que vem”, conta o diretor.

O assunto também deve ser tema da reunião do Conselho Universitário, programada para o próximo dia 15. Segundo Spadaro, o secretário de Ensino Superior, José Aristodemo Pinotti, vai participar do encontro. “Assim que aprovar o orçamento e as conversas tiverem prosseguimento, eles vão chegar a bom termo. O governador nos tranqüilizou, com a conversa que teve com o professor Macari, de que a universidade não seria prejudicada. Temos que aguardar”, conclui Spadaro.