Walace Sampaio, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, acredita que o reajuste salarial dos trabalhadores da construção civil poderá comprometer a execução de vários projetos da Prefeitura. Ele, que também participou da teleconferência ontem, defendeu um novo valor e negociação com o sindicato dos trabalhadores.
“Temos muitos projetos que dependem de investimento externo. À medida que o custo para as empresas aumenta, conseqüentemente teremos dificuldades para captar recursos. Essa situação tem e precisa ser revista”.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Cássio Carvalho, também prevê dificuldades para o setor varejista da cidade. Ele, que foi outro participante da teleconferência, acredita que o comércio sofrerá um impacto forte na economia. “Com essa redução de emprego anunciada, nosso setor (varejista) vai enfrentar uma diminuição nas vendas e, principalmente, registrar aumento na inadimplência. A construção civil é um segmento muito importante para a economia de Bauru”, constata.
O vereador Primo Mangialardo (PV), que também participou da teleconferência, defendeu que a situação precisa ser resolvida em consenso entre setor patronal e trabalhadores. “É preciso deixar claro que não se trata de uma disputa entre quem quer receber e que não quer pagar. É um assunto que envolve o desenvolvimento da cidade de Bauru”, ressaltou.
O parlamentar disse que incluirá o assunto na pauta da próxima sessão Câmara e ofereceu a casa legislativa para servir como fórum de discussão do assunto. A teleconferência também reuniu o diretor regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Ricardo Coube, o economista Reinaldo Cafeo e a gerente regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Cláudia Salles.