Jerusalém - A Esplanada das Mesquitas foi mais uma vez palco de distúrbios e enfrentamentos entre muçulmanos e a polícia israelense, ontem, em Jerusalém.
Após as orações das sextas-feiras (dia sagrado para os muçulmanos), centenas de pessoas deram início ao um novo protesto contra as obras que Israel está realizando nas proximidades da mesquita de Al-Aqsa, dentro da Cidade Velha, local sagrado para os muçulmanos e o terceiro mais sagrado do islamismo. O local também abriga um dos mais importantes símbolos do judaísmo - o Muro das Lamentações.
Cerca de 200 homens da segurança israelense tiveram de usar escudos e outros materiais de proteção pessoal para conter os manifestantes, que atiravam pedras. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo para esvaziar a área.
Cerca de 150 manifestantes chegaram a se abrigar dentro da mesquita e a criar uma barricada. Noventa minutos depois eles deixaram o local, que não foi invadido pela polícia.
Ao menos 17 policiais e 15 manifestantes sofreram ferimentos leves durante os confrontos de ontem. Os muçulmanos protestam contra obras de reparos na rampa que leva ao chamado Portão Mugrabi, próximo à mesquita de Al Aqsa.
As obras provocaram muitas críticas de muçulmanos do mundo o todo, que consideram que as autoridades israelenses querem destruir as mesquitas ou causar danos a seus principais acessos.
O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, decidiu anteontem que as obras continuariam, apesar dos protestos e dos temores de que a violência aumente.