Nesta semana, um crime ocorrido no Rio de Janeiro nos fez pensar se realmente somos nós, humanos, merecedores desta Terra maravilhosa de se viver.
Não seriam outras criaturas da fauna e da flora terrestre as que fazem juz e merecimento de usufruírem tudo o que este globo oferece?, vez que não se tem notícias que violência desta natureza tenha ocorrida no mundo dos animais, das plantas etc e tal.
A impressão que se tem é que a cada violência que o homem pratica contra seu semelhante, nos dá a impressão que o limite tenha sido atingido. Mas ao ver novas atrocidades acontecendo, parece que o limite é uma tênue luz no fim do túnel.
De quem é a culpa?
1- Da sociedade, dos modelos econômicos, que criam as desigualdades de acesso às oportunidades aos bens e serviços existentes?
2- Dos políticos, dos governantes incapazes de gerenciar e executar políticas eficazes e duradouras ao longo do tempo?
3- Da Lei que de forma abstrata contempla um mundo maravilhoso e harmônico distribuindo justiça na medida das desigualdades, em uma realidade concreta de difícil realização?
Qual será a próxima aberração humana na ofensa ao seu semelhante que nos fará pensar que o limite então será atingido? Parece que Deus “soltou as mãos”, deixando a humanidade nas mãos dos homens.
O autor, José Aparecido Bordão Alves, é advogado – OAB 235.841