10 de julho de 2026
Internacional

Jovens palestinos fazem manifestação contra obra

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Gaza - Jovens palestinos apedrejaram hoje um posto policial em Jerusalém Oriental e um ônibus com turistas do Canadá no Monte das Oliveiras, informou a rádio pública de Israel. Os ataques são uma continuação dos protestos iniciados ontem devido às escavações que estão sendo feitas fora da Esplanada das Mesquitas para a reconstrução de uma rampa de acesso que estava desabando.

Os manifestantes acusam o governo israelense de tentar danificar as mesquitas. Israel, por sua vez, nega que as escavações se aproximaram na região em que ficam as mesquitas. No protesto, os manifestantes também atearam fogo em coletores de lixo e queimaram uma bandeira de Israel.

A polícia, incluindo membros de tropas de choque, disparou gás lacrimogêneo para dispersar o grupo. Não houve feridos nas ações de ontem. No ataque ao ônibus, que sofreu danos leves, os turistas tiveram que ser retirados do veículo por policiais. “De repente um bando de garotos começou a pegar pedras e tudo que podiam e começaram a jogar no ônibus”, disse o turista Dave Wood à uma agência de notícias.

O ministro israelense da Segurança Interior, Avi Dichter, negou ontem em entrevista à rádio pública as acusações feitas por líderes muçulmanos e representantes políticos do mundo árabe, entre eles o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, e o rei jordaniano Abdullah 2.º, de que as obras colocariam em risco a Mesquita de Al Aqsa.

De acordo com Dichter, o chamado Portão Mugrabi, “está fora do Monte do Templo (como os judeus e cristãos denominam a Esplanada das Mesquitas) e quem não entende isto apenas deve ir ao local para comprovar”. O ministro afirmou que os soldados entraram no local “para impedir que apedrejassem o Muro das Lamentações”, para formar uma espécie de “linha de contenção”.

O ministério das Relações Exteriores da Malásia pediu à comunidade internacional que intervenha imediatamente para parar a obra, que considerou uma “atividade ilegal”. “Denunciamos esse ato de provocação e a completa desconsideração pela santidade da mesquita (...) Esse ato irá provocar os sentimentos dos muçulmanos no mundo todo e é um retrocesso nos esforços de alcançar a paz na região”, anunciou o ministério, em nota.