08 de julho de 2026
Bairros

Sebes é opção para carentes

Rodrigo Ferrari
| Tempo de leitura: 2 min

Dentro de alguns meses, os participantes da Feira de Integração Comunitária das Administrações Regionais (Ficar) ganharão novos companheiros de profissão. É que, atualmente, a Secretaria Municipal de Bem-Estar Social (Sebes) está capacitando 555 pessoas na área de artesanato, através de cursos de geração de renda.

Os alunos, encaminhados pelos centros de referência da assistência social (Cras), pertencem às camadas mais carentes da população. Os cursos, oferecidos tanto por entidades conveniadas à Sebes quanto pela própria prefeitura, seguem uma mesma metodologia. Eles são divididos em três módulos básicos.

O primeiro é o de aprendizagem, no qual os alunos entram em contato com as técnicas com as quais irão trabalhar. Na última terça-feira, um grupo de 16 mulheres presentes ao Cras do Jardim Ferraz assistia à aula inaugural do curso de artesanato em grãos.

Diante de um armário repleto de criações de ex-alunos, elas recebiam instruções sobre como seriam os próximos meses. Sueleni Pacheco, 38 anos, moradora do Jardim Solange, zona oeste de Bauru, nunca havia se dedicado a trabalhos manuais até então. “Como estou desempregada e esse curso é gratuito, resolvi arriscar”, explica.

Ela estudou até a 3.a série do ensino fundamental. Ao mesmo tempo em que estiver aprendendo como transformar grãos de feijão em pequenas obras de arte, Sueleni irá participar de encontros de desenvolvimento pessoal com uma psicóloga. “Esse módulo visa trabalhar questões como motivação, auto-estima e trabalho em grupo”, explica Kellen Cristina Caldeira Bento, chefe da divisão de inclusão produtiva da Sebes.

Terminada a fase de aprendizado e de desenvolvimento pessoal, as alunas do Cras do Jardim Ferraz precisarão passar pelo módulo gerencial, no qual receberão noções de empreendedorismo e cooperativismo. “Essa é uma parte importante do curso, pois nosso objetivo é a emancipação do aluno ao final do projeto”, explica Bento.

Fátima Aparecida Dias Ferrari, 37 anos, moradora do Jardim Ferraz, ainda não sabe se será capaz de garantir o próprio sustento trabalhando com artesanato. Em todo caso, ela acredita que a atividade ajudará nas despesas da casa. “Tudo o que a gente puder fazer pelo bem da família é válido”, pensa. Ela é casada e tem dois filhos. O marido é autônomo e atua em serviços esporádicos.