11 de julho de 2026
Regional

Paulistânia faz ‘aniversário’ para ponte que caiu há 1 ano

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Uma verdadeira festa de “aniversário” com direito a bolo, refrigerantes, churrasco, bexigas, música, chapeuzinhos e narizes de palhaço. Essa foi a forma descontraída e bem humorada encontrada por moradores de Paulistânia (48 quilômetros de Bauru) para protestar, ontem de manhã, contra a demora da reconstrução da ponte sobre o córrego São Gerônimo, que hoje completa um ano que foi destruída pelas fortes chuvas que atingiram o município.

A ponte é considerada o principal acesso à cidade para quem trafega pela rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó, principalmente para os ônibus intermunicipais da região, e é a melhor via para a população, especialmente os produtores rurais de Paulistânia, utilizar em direção à mesma estrada. No local da ponte há uma enorme cratera de cerca de 40 metros, que aumenta a cada dia devido à erosão.

“Ela era a única ponte que dava acesso à cidade, pois não há condições de tráfego em uma via secundária que possuímos. E hoje os ônibus intermunicipais entram aqui quando chove utilizando um desvio, mas eles param antes e as pessoas são obrigadas a descer a pé na lama”, reclama o motorista Sérgio Neres de Oliveira, um dos organizadores da “festinha”.

Além do drama pela falta da ponte, Oliveira conta que nem mesmo um dos desvios provisórios feitos pela prefeitura foi suficiente para acabar com o sofrimento da população. “A prefeitura fez um desvio, mas ele também cedeu há cerca de duas semanas por causa das chuvas. Agora estamos com um desvio do desvio, que foi liberado há cerca de uma semana para utilizarmos”, ressalta o motorista. “Nossa situação está tão feia que dois carros já caíram nesse buracão aí”, completa Oliveira.

A comerciante Célia Neres de Oliveira foi uma das vítimas do buraco. “Como é um local sem sinalização, quando percebi o desvio já era tarde e quase caí na cratera, mas o carro teve dois pneus estourados e a suspensão estragada”, relembra. Outro que possui más lembranças do local é o autônomo Rafael Cadamuro, cujo carro, que quase teve perda total, caiu na cratera. “Estava escurecendo quando o carro derrapou e despencou. Sorte que não me machuquei e nem meu amigo Caio Neres, que era passageiro”, frisa.

O ponto alto do protesto ocorreu quando, mobilizados próximos ao buraco, e caracterizados com narizes de palhaço e chapeuzinhos de festa, os moradores seguravam uma faixa com os dizeres: “A população de Paulistânia agradece mais esse aniversário. Paulistânia está em boas mãos?”.