Pequim - Os Estados Unidos advertiram que hoje será o último dia de discussão do programa nuclear norte-coreano pelo chamado Grupo dos Seis (Além dos EUA, as duas Coréias, Japão, China e Rússia), que já dura quatro dias.
Está em pauta a interrupção dos trabalhos nas usinas nucleares norte-coreanas em troca do suprimento de fontes alternativas de energia.
O entrave das negociações iniciadas na última quinta foi a discordância sobre a quantidade desse suprimento. A demanda norte-coreana deixou os outros países desconfiados de que o país não quer abrir mão de toda sua capacidade nuclear. O negociador japonês, Kenichiro Sasae, classificou como “altamente tensa” a atmosfera dos debates e como “excessivas” as exigências norte-coreanas.
O negociador sul-coreano, Chun Yung-woo, declarou que “nenhum progresso” foi feito. O diplomata americano Christopher Hill foi mais ríspido: “Não estamos interessados em um acordo energético. Estamos interessados em um acordo de desnuclearização”.
Mas ponderou: “Não estou dizendo que as negociações falharam. Ainda temos outro dia.”
A Coréia do Norte está sob sanções econômicas impostas pela ONU desde que testou sua primeira bomba atômica, em outubro. Em dezembro, o Grupo dos Seis se reuniu sem sucesso: os EUA disseram estar “perdendo a paciência”, e os norte-coreanos ameaçaram novos testes. Havia otimismo no começo do encontro, depois que, em janeiro, a Coréia do Norte afirmou ter chegado a um acordo com os EUA.