09 de julho de 2026
Internacional

EUA agora não sabem se Irã enviou armas

Folhapress
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Washington - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem durante sua primeira entrevista coletiva deste ano, na Casa Branca, estar convencido de que o Irã é provedor de armas mortais a insurgentes no Iraque, embora ele não possa provar que as ordens para este tipo de negociação sejam dadas pelo alto escalão de Teerã.

“Posso afirmar com certeza que a força Al-Qods, parte integrante do governo iraniano, forneceu armas sofisticadas que causaram danos a nossas tropas (no Iraque), mas não sei se o grupo recebeu ordens do alto comando do governo (iraniano).” Ele disse ainda que está protegendo os soldados dos EUA contra ameaças de armas letais. “Eu vou fazer algo sobre isso”, afirmou.

Em seu discurso, Bush também pediu ao Congresso que aprove o orçamento militar extra para dar continuidade às operações no Iraque. O plano inclui o envio de 21.500 soldados adicionais, que vão se juntar aos 132 mil já presentes no país, totalizando 153.500 efetivos.

A guerra já custou aos EUA, além do desgastes políticos, mais de US$ 400 bilhões. A força extra custará mais US$ 5,6 bilhões.

“Nossas tropas estão contando com os líderes eleitos, esperando receber o apoio deles para realizar sua missão'', disse Bush.

Há quatro dias democratas e republicanos têm discutido o que deve ser feito e suas posições sobre o assunto Iraque são bastante claras: os democratas apóiam uma resolução que interrompa a escalada do uso da força no país árabe, enquanto republicano apóiam a continuidade das operações.”

A Guerra do Iraque é um dos principais embates entre Bush e o Congresso - dominado pela primeira vez em 12 anos pelo Partido Democrata. A líder da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, acusa o governo de "brincar de política'' com as vidas dos soldados.