Sou cidadão bauruense adotado pelo tempo que resido, costumo comentar com meus amigos que não mudo desta cidade mesmo que ganhasse na mega sena. Fiquei triste, estarrecido e constrangido com o fato que ocorreu comigo no estádio do Noroeste no jogo contra o São Paulo. Ao adentrar no campo fui abordado como um marginal. Portando devidamente o ingresso deparei-me com o policial para revista; até aí acho que era seu dever. Nesse momento sofri uma das maiores humilhações na minha vida, pois o policial arrancou com violência um isopor de 20x2 cm de espessura que levei para assento, pois ainda eram 15h30 min.
O policial jogou fora sem ao menos deixar explicar e não bastasse isso me fez aguardar no portão por 5 minutos, porque estava portando um rádio portátil de 3 pilhas (dá para imaginar o tamanho do rádio, senhor comandante?!). Alegou que ia buscar uma filmadora para registrar. Tudo isso na frente do meu filho e meus dois afilhados de 7 e 13 anos, com grosseria e sem respeito. Só fui liberado quando meu companheiro que é um policial da reserva veio ao meu encontro.
Só não reagi à altura porque tive a tolerância e percepção que o policial estava nervoso como se estivesse em guerra. Mas pergunto aos seus superiores: caso reagisse mesmo com palavras, seria eu enquadrado como desrespeito à autoridade? Com a palavra os senhores comandantes. Fico na dúvida se este policial não foi preparado para tal função ou seus superiores não instruíram o suficiente. De qualquer forma, conclamo a quem de direito que isto não se repita, poi, todo cidadão merece ser tratado com respeito e dignidade. Cidadão constrangido.
Mario Yamamoto - cirurgião dentista RG 7321282