Moradores do Jardim Progresso convivem com um formigueiro que literalmente se instalou na Praça Júlio Soares Xavier Santos, em meio ao mato alto e perto das casas, numa área que deveria ser de lazer para a população. O “forte” construído pelas formigas, da espécie saúva, mede cerca de 3 metros de diâmetro.
Segundo Terezinha Borges, que há 26 anos mora em frente à praça, os insetos têm invadido sua residência. “Elas têm cortado as plantas do meu jardim. Hoje tenho que colocar veneno diariamente para evitar que elas o destruam”, conta.
Ainda segundo a moradora, o formigueiro existe desde que a praça foi inaugurada e muitas pessoas da vizinhança já foram picadas pelos insetos. Mesmo assim, as “companheiras indesejadas” não são consideradas um problema pela população, isso porque a praça já não é utilizada. “Há algum tempo os bancos estão quebrados e, com a temporada de chuva, o mato cresce rapidamente. As pessoas só passam mesmo pelos caminhos pavimentados”, complementa.
De acordo com Roberto Marono, do Departamento de Biologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), as formigas dessa espécie não oferecem nenhum risco à população, apesar de os soldados e as operárias possuírem mandíbulas muito cortantes. “Se alguém mexer no formigueiro, poderá levar uma picada doída, mas não possui veneno”, acrescenta.
Marono ainda explica que as saúvas são formigas que costumam destruir hortas e jardins, cortando pedaços das plantas para levar ao formigueiro para que a rainha se alimente dos fungos gerados por esses pedaços. A melhor maneira de acabar com o formigueiro é matar a rainha.
Para isso, uma alternativa é espalhar veneno granulado em locais secos, para que as formigas peguem e levem-o até o formigueiro para a rainha se alimentar. É errado jogar detergente ou venenos líquidos com seringa nos buracos, pois elas não morrerão e encontrarão outro lugar para se instalar.