08 de julho de 2026
Regional

Repasse dá sobrevida à Santa Casa de Guarantã

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Guarantã - O problema de fluxo de caixa vivido pelas Santas Casas da região faz com que essas entidades cada vez mais dependam de ajuda financeira daspPrefeituras. Em Guarantã (78 quilômetros de Bauru), a Santa Casa vive quase que totalmente dos repasses feitos pela Administração Municipal para continuar com as “portas abertas”.

O novo provedor da Santa Casa, Ari Sabino, e o seu vice, o secretário municipal de Saúde, Luís Carlos Salzedo, têm a difícil missão de garantir que o dinheiro repassado pelo município e pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cubra os custos de cerca de R$ 70 mil que a unidade tem por mês para garantir o atendimento à população.

“Nós temos o mesmo problema de todas as Santas Casas: a falta de verba. O Governo Federal não ajuda e só quer cobrar os impostos, mas não repassa para nós. Se for só (verba) do SUS não dá para tocar. É que a prefeitura ajuda”, comenta Sabino, que assumiu a provedoria da entidade na semana passada.

Segundo ele, o SUS repassa, em média, de R$ 15 mil a R$ 17 mil por mês para a entidade. “O SUS determinou que paga, no máximo, por 19 atendimentos. Quando passa disso ele não cobre”, conta.

Por outro lado, a prefeitura costuma repassar em torno de R$ 50 mil/mês à Santa Casa, o que ajuda a cobrir os custos. No entanto, o JC apurou que nem sempre o repasse é feito em dia, o que torna mais difícil ainda a missão dos provedores em manter as contas da Santa Casa.

Atualmente, cerca de 30 funcionários, entre médicos, enfermeiros, pessoal da administração e limpeza trabalham na entidade que oferece atendimento com clínico geral, ortopedista, ginecologista e pediatra, inclusive com plantão 24 horas. “Do SUS vêm, em média, R$ 15 mil que não cobre nem a folha de pagamento dos funcionários”, critica o provedor.

Salzedo lembra que é a ajuda da prefeitura que mantém a entidade. O secretário teme que esta subvenção possa acabar um dia. “Se outro prefeito entrar e parar com a subvenção, com certeza, a nova diretoria não toca a entidade porque ela não tem um convênio”, ressalta.

Segundo o secretário, além da Santa Casa, a prefeitura também é responsável pela manutenção de postos de saúde na cidade. Tanto ele quanto Sabino descartaram, por enquanto, a possibilidade de a entidade “fechar as portas”, para alívio dos moradores da cidade.