09 de julho de 2026
Internacional

ONU aprova extensão da missão de paz

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nações Unidas - O Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas (ONU) renovou ontem por oito meses o mandato da força de paz internacional no Haiti, que terá a missão especial de intensificar a luta contra gangues armadas e restabelecer a segurança no país. A missão é comandada pelo Brasil.

Na resolução 1.743 do CS da ONU, aprovada por unanimidade pelos 15 membros do conselho, foi prorrogado até 15 de outubro o mandato da missão para a estabilização do Haiti (Minustah), que expiraria hoje.

Os Estados Unidos e o gabinete do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, haviam recomendado uma extensão de um ano na missão de paz. A recomendação foi feita também por um grupo que aconselha o Haiti e é formado por Canadá, Reino Unido, França e Brasil, que é também responsável pelo comando das tropas de paz no país.

Apenas a China, que não possui laços diplomáticos com o Haiti, defendeu uma renovação de seis meses para a missão, para permitir que o CS da ONU supervisione melhor a ação.

A proposta de renovação de oito meses (que expiraria em 15 de outubro), vem de um acordo entre os países que defendem o novo prazo de um ano e a China.

Gangues

A força de paz da ONU, que atualmente conta com aproximadamente 6.800 soldados e cerca de 2.000 policiais, foi destacada para o Haiti pouco depois da derrubada do ex-presidente Jean-Bertrand Aristide em uma rebelião armada em fevereiro de 2004.

A Minustah é formada por tropas dos seguintes países: Argentina, Benin, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.

Com 1.200 homens, o Brasil é o país com o maior número de militares e vem liderando a missão desde o seu primeiro mandato, em 2004.

A resolução da ONU, elaborada pelo Peru, pede às tropas que aumentem as operações contra gangues criminosas, o que eles consideram “necessário para restaurar a segurança, notadamente em Porto Príncipe”.

Centenas de soldados da ONU invadiram uma favela na capital haitiana na última sexta-feira para tentar minar o poder de uma gangue local. A operação gerou um tiroteio que matou uma pessoa e deixou vários feridos, incluindo dois soldados da força de paz.

Apesar da violência politicamente motivada ter aparentemente diminuído desde que o presidente Rene Preval foi eleito quase um ano atrás, a pobreza, o desemprego e o tráfico de drogas alimentam o crime generalizado no país.