11 de julho de 2026
Internacional

Rice diz que Irã deve responder por envolvimento na guerra do Iraque

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - Com o apoio à Guerra do Iraque em queda contínua, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, fez ontem uma visita não anunciada a Bagdá no início de uma viagem ao Oriente Médio que a levaria depois a Israel.

Em Bagdá, a secretária norte-americana voltou a falar do envolvimento iraniano na violência no Iraque - sem exibir provas, Washington acusa a Guarda Revolucionária iraniana de armar e financiar terroristas e insurgentes no país vizinho sob anuência do governo de Mahmoud Ahmadinejad.

“Eu certamente não posso, nem creio que o governo norte-americano possa, detalhar o envolvimento da liderança iraniana. Mas acho que o governo iraniano como um todo deve responder pelos atos de cada uma das partes que o compõe.’’

O ditador sírio, Bashar al Assad, esteve ontem em Teerã para discutir com Ahmadinejad a questão iraquiana. A despeito da recomendação de um grupo bipartidário de estudos que propôs soluções para o conflito iraquiano, Washington se recusa a envolver

Desde quarta-feira, quando começou uma operação de segurança das forças iraquianas para tentar conter a escalada de violência na Capital, as fronteiras do país com os dois vizinhos estão fechadas.

Segundo o general Qassim Ata al Musawi, porta-voz da iniciativa, com a operação os atos da violência em Bagdá diminuíram cerca de 80% nos últimos quatro dias.

Rice elogiou os resultados, mas afirmou que os iraquianos precisam “usar o espaço de manobra obtido’’ para avançar em direção a uma reconciliação. Ataques de viés sectário e a ação de esquadrões da morte empurraram o país para um conflito civil que opõe a maioria xiita à minoria sunita.

Ontem, a explosão de dois carros-bomba em Kirkuk, pólo petroleiro no norte do país, matou ao menos dez pessoas e feriu 60.

Rice chegou ao Iraque um dia após a Câmara dos Representantes dos EUA ter aprovado uma moção que condena o aumento do contingente americano no Iraque em 21,5 mil homens. Embora sem força de lei, a moção, que obteve o voto de 17 republicanos, é uma derrota ao governo de George W. Bush.