08 de julho de 2026
Nacional

Carnaval funciona como teste de popularidade para políticos

Por Andreza Matais e Gabriela Guerreiro | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - Depois das eleições, o Carnaval é uma boa oportunidade para os políticos testarem sua popularidade. Festeiros de carteirinha, governadores como os de Sergipe, Marcelo Déda (PT), de Pernambuco, Eduardo Campos (PT), da Bahia, Jaques Wagner (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), prometem aproveitar o feriado.

Eles terão a companhia de deputados e senadores que não trocam a folia nem por uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre reforma ministerial. Mas há os que prometem trabalhar no feriado prolongado, como o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Para agradar a mulher, o deputado aceitou viajar para Bonito (MS) neste Carnaval, mas sob a condição de que iria levar junto um “calhamaço” de documentos, “a coitada da secretária” e o telefone celular. “A minha mulher já está acostumada”, afirmou.

Durante o Carnaval, Chinaglia disse que vai definir os nomes dos relatores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pretende disparar telefonemas para “os contatos finais”. A dificuldade será encontrar os seus colegas. O líder do PDT na Câmara, deputado Miro Teixeira (RJ), já avisou que não estará disponível durante a festa.

Quem quiser encontrar o deputado terá que ir à Marquês de Sapucaí (RJ), onde pretende acompanhar o desfile na concentração das escolas de samba. “É o melhor lugar. O clima é animado e dá para rever os amigos”, disse.

O líder do PT na Câmara, deputado Luiz Sérgio (RJ), também não quer conversa sobre trabalho no Carnaval. O deputado vai se refugiar “num local onde não pega nem telefone”. O mesmo fará o deputado Maurício Rands (PT-PE) que neste ano trocou a farra pelo descanso. “Eu adoro Carnaval, mas neste ano não vou brincar. Estou concluindo um livro e vou descansar e escrever”, disse.

Os senadores não são menos animados. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), começou a brincar a festa já nesta quinta-feira. A senadora desfilou no bloco “S.O.S. enterro da tristeza”, em Florianópolis, e nesta noite sairá no “bloco marisco da Maria” - que reúne trabalhadores do mercado municipal da Capital catarinense. “Depois disso vou acompanhar um bloco no Interior da ilha e amanhã, sigo para os blocos de sujos e depois para o desfilo das escolas de Florianópolis”, animou-se.

O governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), também é “folião convicto”. “Já me acabei um pouco no pré-caju (Carnaval fora de época de Aracaju), onde desfilei atrás do Chiclete com Banana. Sou chicleteiro de carteirinha”, revelou.

Déda demonstrou uma certa irritação por ter sido excluído e não fazer parte do roteiro dos governadores Campos, Wagner e Cabral - que vão brincar o Carnaval do Rio, Recife e Salvador. “Não somos corda de caranguejo para andar todo mundo amarrado”, disse.