• Dúvida do Carnaval
Quem não se desligou da política no Carnaval se perguntou ontem e domingo e fará o questionamento hoje: quem será o novo chefe de Gabinete do prefeito Tuga Angerami (sem partido), após a saída de Paulo Canalli, na última sexta-feira?
• Os próximos passos
O prefeito passa o Carnaval em sua casa, em Bauru, descansando e, provavelmente, pensando no que fazer no período pós-Canalli. Vai apenas buscar um substituto ou aproveitará a saída de seu ex-braço-direito para iniciar um rearranjo no coração do governo? Quem sabe em todo o corpo administrativo?
• Salário impeditivo
Alguns comentaram ontem, aproveitando o meio-feriado, que dificilmente um dos atuais secretários de governo aceitaria o cargo de chefe de Gabinete. Não só pela autêntica “bucha” quanto, principalmente, pelo salário, que mal passa de R$ 3 mil. O secretário ganha pouco mais de R$ 6 mil.
• Esqueceram o chefe
Por outro lado, nenhum dos secretários parece ter o perfil que o cargo exerce. Aliás, quando subiram os salários dos secretários, há dois anos, deveriam ter incluído o do chefe de Gabinete, que deve ser melhor remunerado para desempenhar as funções sem esta preocupação. Mas o preciosismo falou mais alto.
• Nada do Legislativo
Olhando na Câmara Municipal, Tuga teria três possibilidades: Faria Neto, Futaro Sato e Salvador Afonso, todos do PDT, em tese partido aliado da administração. Porém, além da total falta de perfil dos dois últimos, o primeiro, Faria Neto, não se mostra mais sintonizado nem interessado nos problemas do prefeito.
• Mais leve em campo
O ex-chefe de Gabinete Paulo Canalli surpreendeu seus colegas de futebol no último sábado, um dia após anunciar sua retirada do governo. Correu como nunca e teve desempenho acima da média em campo. Um dos “craques” do time de veteranos comentou: “Ele está muito mais leve, sem peso algum nos ombros...”
• Rodrigo voluntarioso
Por falar em leveza, saúde e disposição não faltam ao secretário do Meio Ambiente, Rodrigo Agostinho. Ele acordou ontem, leu matéria no JC que falava da sujeira na avenida Getúlio Vargas e não pensou duas vezes. Foi até o local e retirou cerca de 300 litros de sujeira. Sujeira, aliás, provocada por péssimos cidadãos, gente com mentalidade velha e doentia, que ainda joga sujeira na rua.
• Falta de civilidade
Se a atitude de Rodrigo pode ser entendida como voluntarista, que não vai resolver todos os problemas das vias públicas, que pelo menos sirva de exemplo e de demonstração do dilema do homem público que quer melhorar a cidade, mas esbarra na falta de educação e civilidade de boa parte de seus concidadãos.
• Azulão do Morro
O vereador Marcelo Borges (PSDB) acompanhou ontem à noite o desfile da última das moicanas, ou melhor, das escolas de samba em atividade na cidade – a Azulão do Morro. Foi no Parque Jaraguá. Borges aproveitou para apimentar ainda mais suas relações com o atual governo: “Se a Secretaria de Cultura ajudasse, o pessoal aqui iria agradecer, certamente”.