08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Getúlio e civilidade


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Ao ler a reportagem de hoje (19.02) sobre as mazelas da avenida Getúlio Vargas, não me contive em dar uns pitacos também, já que trabalho nela, moro muito próximo, caminho, corro, pedalo, converso, etc, enfim, vivo essa avenida. Não obstante todo o cuidado e trabalho que tem a polícia e seus moradores com esse cartão postal de nossa cidade, o vandalismo, a falta de educação, o desrespeito, falta de civilidade, consciência e o descaso do poder público imperam por aqui. Um dos usuários fez menção a um morador que juntamente com outros voluntários faziam uma “faxina”. Pois bem, esse morador acredito ser o Mário, não é um senhor de idade, mas sim um munícipe preocupado com tudo que acontece na região. Se seus cabelos estão grisalhos, não é porque é um conceituado servidor de uma empresa ligada ao meio ambiente, mas sim por causa dos dissabores porque passa em sua casa, próxima à centenária Copaíba. Pessoalmente discordo do trabalho voluntário que ele fazia, pois, apesar de elogiável, só faz o poder público continuar a negligenciar suas obrigações, contando sempre com a população para amenizar suas mazelas. A própria Copaíba é constantemente agredida por uma “tribo” de desordeiros que faz de sua refrescante sombra um ponto de encontro onde podem “apavorar” os outros além de utilizar seus velhos galhos para malabarismos circenses. Há que se buscar formas de se melhorar a qualidade da freqüência nesse espaço público. Não adianta ficarmos só esperando ações do poder municipal, esse já reconhecidamente omisso, negligente por conta de uma administração pífia, que tem em seu comando um homem sem motivação. Precisamos cada um de nós lutarmos por algo que sonhamos, com pequenos gestos, firmeza em nossas convicções, ajudarmos a esses seres de maus costumes a enxergar um pouco de civilidade e principalmente paciência, pois esse não é um trabalho a curto prazo, já que parece estarmos frente a uma geração quase perdida em educação, respeito, valores e senso de coletividade.

Marco Labão