Bogotá - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, apresentou ontem aos colombianos seu novo ministro das Relações Exteriores, Fernando Araújo Perdomo.
Uribe tenta, jogando os holofotes sobre Perdomo, desviar a atenção interna e externa do escândalo que nos EUA já é conhecido como “Paragate”: investigações da Justiça colombiana têm revelado o envolvimento de parlamentares da base governista com grupos paramilitares de extrema direita.
A própria mudança no Ministério das Relações Exteriores foi conseqüência do “Paragate”: a chanceler anterior, María Consuelo Araújo, renunciou porque seu irmão, senador, foi preso por envolvimento no escândalo.
Perdomo, 51 anos, que é engenheiro civil de formação, foi seqüestrado pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em poder das quais esteve por seis anos.
Ele conseguiu escapar dos guerrilheiros em janeiro deste ano e ficou cinco dias no mato, antes de encontrar uma patrulha do Exército, que o amparou.
Apesar de Perdomo ter sido ministro do Desenvolvimento no governo de Andrés Pastrana (1998-2002), a imprensa colombiana se pergunta se o fato de ele ter ficado seis anos isolado do mundo não prejudicará sua atuação como chanceler.
Com a nomeação de Perdomo, Uribe põe de novo na agenda a relação do governo com as Farc.