Teerã - A algumas horas do vencimento do prazo dado pela ONU, o Irã solicitou ontem uma reunião com os EUA, mas não acatou a solicitação do Conselho de Segurança de cessar o enriquecimento de urânio.
A desobediência pode ter como contrapartida novas sanções políticas e econômicas. Hoje, a AIEA, agência nuclear da ONU, encaminha relatório sobre o país a seus 35 membros e ao Conselho de Segurança da ONU.
Também hoje, data que marca o fim da prorrogação de 60 dias do prazo inicial para o fim do enriquecimento, vencido em 23 de dezembro, está marcada uma reunião em Berlim.
São aguardadas as presenças de autoridades como a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, o ministro do Exterior alemão Frank-Walter Steinmeier, o ministro do Exterior russo Serguei Lavrov e o chefe de política exterior da ONU, Javier Solana.
Expansão Oficiais da AIEA devem dizer no relatório apresentado hoje que o Irã pretende expandir seus esforços em vez de congelá-los. Mas Teerã afirma ter fins pacíficos.
“Obter essa tecnologia é muito importante para o desenvolvimento e a honra de nosso país. Por ela, vale a pena parar outras atividades pelos próximos dez anos e concentrar esforços apenas na questão nuclear”, disse o presidente, Mahmoud Ahmadinejad.
O ministro do exterior iraniano, Manouchehr Mottaki, afirmou que a disputa tem de ser decidida pacificamente com os EUA. Outras autoridades iranianas, porém, usaram uma linguagem mais dura e não demonstraram comprometimento com a principal demanda da ONU e das grandes potências mundiais: o fim do enriquecimento de urânio.
“Parece que as ambições nucleares persistem. Temos de manter a pressão, pois trata-se de uma situação muito grave'', afirmou Tony Blair.