No último dia 16 de fevereiro, o sr. Mário Yamamoto, nesta coluna, publicou uma carta sob o título “Constrangimento Policial”, tecendo críticas sobre o tratamento recebido ao ingressar no estádio Alfredo de Castilho para assistir ao jogo entre Esporte Clube Noroeste e São Paulo Futebol Clube. Em eventos de grande aglomeração, notadamente em partidas de futebol, a Polícia Militar, visando garantir a ordem e integridade física e patrimonial das pessoas, vistoria a todos, indistintamente, à procura de armas e objetos cuja finalidade seja promover intranqüilidade pública e infrações à lei. Essa conduta é adotada, doutrinariamente, em todo o Estado de São Paulo.
Os policiais militares, empregados em qualquer ação policial, são recrutados no seio social por meio de concurso público, dentre jovens com ensino médio concluso, sendo que na última seleção, destinada à região de Bauru, a proporção foi de 54 candidatos por vaga. Além da seleção intelectual, os candidatos são submetidos a exames que avaliam a higidez e a capacidade física, o perfil psicológico indicado para a função, bem como a devida comprovação de sua idoneidade moral.
Os aprovados fazem o Curso de Formação de Soldados, em regime de internato, por 14 meses e estagiam por outros 10 meses. Na atividade operacional, anualmente, são instruídos e submetidos a testes, os quais avaliam suas capacidades físicas e seus conhecimentos doutrinários e técnicos. Quinzenalmente, são treinados, à distância, por vídeo instrução e, diariamente, ao assumirem o serviço, são prelecionados, e mais uma vez treinados, por 30 minutos, com a Lição Ponto a Ponto e os Procedimentos Operacionais Padrão.
Portanto, os policiais militares fazem parte de uma das categorias que mais investem em treinamento, justamente para intermediarem conflitos com o menor transtorno possível ao meio social. Quanto à reclamação, o sr. Mário Yamamoto foi contatado no mesmo dia da publicação e o 4.º Batalhão, tradicional Unidade da Polícia Militar que sempre primou pela transparência e intransigente respeito à lei, aguarda seus esclarecimentos para adotar as providências que o caso requer. Finalmente, para demonstrar o alto grau de profissionalismo, atente-se ao fato de que nesse evento não houve qualquer registro de ocorrência policial. Dentre mais de 17.000 pessoas vistoriadas, apenas uma registrou seu descontentamento.
Major PM Wellington Luiz Dorian Venezian, subcomandante interino do 4º BPM/I