São Paulo - Presos de 80 das 144 unidades prisionais do Estado de São Paulo iniciaram na manhã de ontem um protesto que eles mesmos chamaram de greve branca, de acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Com o movimento, os presos não saíram para audiências em fóruns e para o trabalho. Eles, no entanto, mantiveram os serviços essenciais de cozinha e de lavanderia. Não há registro de incidentes nas unidades envolvidas no protesto.
De acordo com a secretaria, a rotina de alimentação e atendimento médico está mantida. O motivo do protesto não foi confirmado. Uma das possibilidades seria a suspeita de maus-tratos na penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 quilômetros de São Paulo) - unidade que abriga integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A SAP afirma não ter informações sobre maus-tratos e informou que o Ministério Público investiga a denúncia.