Assistindo à sessão da Câmara em 21/02, pude constatar qual a qualidade de alguns vereadores de nossa cidade. O negócio deles é só CEI, para poder dar-lhes alguma visibilidade, senão passariam despercebidos, tal a falta de interesse em lutar realmente pelo bem comum. O líder informal do sr. prefeito arvorou-se como professor de geografia, para esclarecer que não estamos na Europa. Porém, caberia ler um pouco mais, para verificar que EE.UU. e Japão também não são, mas tem por objetivo avançar. Nossos edis poderiam aproveitar-se da idéia do Executivo e pensar, por exemplo, em usinas de reciclagem. Porém, é mais fácil e cômodo dar a impressão que se preocupam com o social, mantendo-os (desfavorecidos) estagnados e não tentando estudar fórmulas para que eles progridam.
Não somos mais um pequeno povoado, e sim uma cidade com 300.000 habitantes. Toda sociedade civilizada precisa de regras, e os carroceiros não são melhores que motos-taxistas, camelos, donos de bares, etc. O desemprego atinge todas as áreas. Os defensores dos pobres esquecem que foram eleitos para lutar pela comunidade em geral, não obrigando as camadas mais carentes a conviver com porcos, cavalos, bois, galinhas, expondo-os assim a doenças, como a Leishmaniose, por exemplo.
Uma consulta da Câmara à Polícia de Transito, Conseg’s e Secretaria da Saúde esclareceria melhor o que significa trânsito de carroças em perímetro urbano. Observo vereadores lutando contra radares. O moralmente aceitável seria que desejassem que os motoristas respeitassem as leis, mas em nossa cidade alguns brigam para que não sejam penalizados os infratores. Fiquemos atentos pois se algum desses dinossauros for eleito para cargo federal, existe risco de liberarem a derrubada da Floresta Amazônica, pois agricultores, madeireiros, pecuaristas, etc precisam trabalhar.
Maria Dolores Barbosa Gómez