11 de julho de 2026
Política

Para oposição, audiência reforça a falta de controle

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

Decepção. Esse foi o sentimento notado em parte dos vereadores após o encerramento da audiência pública com membros da administração municipal. Na avaliação dos parlamentares de oposição, as informações apresentadas durante a reunião não foram convincentes, o que poderá motivar, já na sessão da próxima segunda-feira da Câmara Municipal, a apresentação do pedido de abertura de CEI para investigar o transporte escolar em Bauru.

O bloco oposicionista ao prefeito Tuga Angerami (sem partido) teria as assinaturas suficientes para iniciar o processo. A legislação determina a necessidade de cinco assinaturas - oposicionistas garantem já ter reunido nove - para apresentar o pedido e obter maioria simples em plenário.

Para o vereador Marcelo Borges (PSDB), muitas informações apresentadas durante a audiência foram contraditórias e imprecisas. Apesar disso, o tucano ressaltou que a reunião também comprovou a total ausência de fiscalização da Prefeitura sobre os serviços do transporte escolar.

“Ela provou para todo mundo que não havia fiscalização. A Prefeitura pagou mais de R$ 8 milhões sem ter fiscalização nenhuma. Outros pontos lamentáveis foram a empresa ter de fornecer informações à Prefeitura, que não as possuía, e o fato de um contrato milionário ser conferido por apenas uma pessoa”, considerou.

Já sobre a possibilidade de abertura de CEI, Borges frisou que “dificilmente não haverá mais uma CEI nessa Casa”. Já para outro oposicionista, o parlamentar José Carlos de Souza Pereira (PT), o Batata, a audiência mais confundiu que explicou, mas comprovou que há muitas irregularidades envolvendo a questão do transporte escolar. “Ela reforçou ainda mais a abertura da CEI. Acredito que, certamente, o pedido para a instalação da CEI já deva ser apresentado na próxima sessão do Legislativo. Isso porque a maioria dos vereadores com quem conversei após a audiência ficou decepcionado com as informações trazidas pela secretária de Educação e pela arrogância da administração em querer justificar algo que é interno”, enfatizou o petista.

Outro que também mostrou-se desapontado com os resultados da audiência, especialmente sobre a fiscalização sobre o contrato dos serviços, foi o vereador Arildo Lima Júnior (PP). “O que tenho preocupação é sobre a decisão político-administrativa de prorrogar um contrato sem fazer antes um balanço e ter dados concretos na mão”, salientou.

No entanto, Lima Júnior é cauteloso ao falar sobre a possibilidade de instalação de CEI. “Temos de conversar e ver o que é melhor para a cidade. Cada vereador tem sua concepção formada, mas precisamos discutir e verificar se realmente tudo aquilo que corresponde a esse fato motiva a abertura de uma CEI”, concluiu.