08 de julho de 2026
Nacional

PM troca tiros com quadrilha em Minas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Depois de 18 dias de perseguição e cerco, policiais militares e assaltantes de bancos trocaram tiros anteontem no Interior de Minas Gerais. Os criminosos roubaram dois bancos nas cidades de São Romão e Riachinho, no último dia 6, e chagaram a manter reféns. A polícia acredita que a quadrilha esteja em uma mata próxima a um riacho que passa dentro de uma propriedade rural particular em Bonfinópolis.

A área de cerco da polícia, que chegou a compreender várias cidades, hoje tem em torno de 5 mil metros quadrados, segundo o comando da 28.º Batalhão da Polícia Militar (PM), responsável pela operação. Cerca de 200 homens, além de quatro helicópteros e cinco cães participam das buscas. Após o tiroteio, os assaltantes conseguiram fugir, mas deixaram um arsenal para trás.

Os policiais apreenderam dois fuzis, uma submetralhadora, três pistolas e dois revólveres, além de 300 cartuchos e R$ 9.050,00, que teriam sido roubados em São Romão. “Montamos uma área de contenção em torno da beira do riacho. A área de cerco é bem menor”, diz o capitão Ubiratan Veríssimo do Rosário, comandante da operação.

Denúncia

Os criminosos - quatro ao todo - ainda estariam com pistolas e revólveres. No último dia 16, quatro pessoas - Edivânio Silva, 33 anos, Max Dias, 33 anos, Wanderley Faria, 31 anos, e Leila Rodrigues, 32 anos - foram presas, graças a uma denúncia anônima, sob suspeita de planejar entrar na mata e resgatar o bando. Elas teriam confessado o plano.

O carro que o grupo usava - um Celta vermelho - foi apreendido. De acordo com a PM, os homens roubaram cerca de R$ 349 mil dos bancos. No entanto, de acordo com o depoimento dos reféns, a quadrilha perdeu R$ 60 mil em um córrego, além de duas armas e munições. Outros R$ 35 mil foram apreendidos pelos policiais militares.

Os quatro homens foram identificados como Leonardo Hindeiburgo Valentin Silva, 37 anos, Valdeir Conde da Silva, 22 anos, e Deivisson dos Santos Soares, 26 anos, conhecido como Alemão, e Jaime Cante, 38 anos.

Debilitados

Os quatro reféns que ficaram sob o poder da quadrilha por seis dias estavam debilitados quando foram encontrados pela PM.

Eles ficaram pelo menos três dias sem comer e eram obrigados a caminhar durante à noite para que a quadrilha despistasse a polícia. Dos reféns, três foram capturados quando seguiam em uma Saveiro e em uma Kombi no domingo e serviram de escudo para a quadrilha escapar de um tiroteio com a PM. O quarto refém foi capturado no dia 12. Ele foi rendido em casa e obrigado a cozinhar para o bando e a fugir com ele.