09 de julho de 2026
Nacional

Suspeitos de assaltar Mantega estão presos

Por André Caramante e Cátia Seabra | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo investiga a participação dos três suspeitos de manter o ministro Guido Mantega (Fazenda), sua mulher e amigos como reféns durante sete horas em um sítio de Ibiúna (64 quilômetros de SP) em pelo menos outros sete crimes na mesma região. Os três homens - com idades entre 18 e 20 anos-, negaram ter praticado o crime.

As próprias autoridades responsáveis pelo caso já começam a admitir que será bastante difícil comprovar a participação deles no crime, pois os três homens estavam encapuzados. Até agora, nenhum objeto, arma (quatro, todas pertencentes ao dono do sítio onde Mantega estava) ou dinheiro (cerca de R$ 20 mil) levado durante a ação foi encontrado. A ação dos criminosos durou entre as 23h de terça e as 6h da Quarta-Feira de Cinzas.

Na versão do delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Mário Jordão Toledo Leme, assim como no caso que vitimou Mantega, os presos também usariam capuzes e obrigariam as vítimas a dirigir carros no momento em que eles fogem dos locais dos assaltos.

Por essas coincidências, os três presos passaram a ser suspeitos. Mesmo assim, a polícia não descarta a hipótese de que outras quadrilhas de ladrões ajam da mesma maneira na região de Ibiúna. Na noite de anteontem, após o governo de São Paulo passar a assumir oficialmente o crime contra o ministro e seus amigos, os três homens investigados foram transferidos da delegacia central de Ibiúna para a Cadeia de São Roque (59 km de SP).

A Secretaria de Segurança não revela a identidade dos homens. Antes da transferência dos suspeitos, Leme tentou minimizar o crime contra o ministro: ele evitou detalhar como os criminosos agiram e também disse não saber se o amigo (dono do sítio) do ministro havia sido obrigado a dirigir de Ibiúna a São Paulo, acompanhado de um ladrão, para arrumar os R$ 20 mil que teve de entregar a eles. Por razões de segurança, o dono do sítio pediu para não ter seu nome identificado.