Lá pelos idos dos anos 70, conheci Halim Miguel, que era o responsável pelo funcionamento do laboratório local do Instituto Adolfo Lutz, em Jaú, ligado ao Laboratório Regional de Bauru, onde o Halim vinha todo começo de mês trazer o relatório mensal de lá que era incorporado ao nosso e mandado para o Laboratório Central, de São Paulo.
Responsável pelo fichamento correto dos funcionários, espantei-me com o nome da cidadezinha de origem do Halim que ali constava e fui logo indagar dele:
- Que lugar é esse que consta na sua ficha, que não está no mapa e que eu nunca ouvi falar, mesmo conhecendo todos os municípios das principais regiões de São Paulo?
O Halim deu uma risada e respondeu:
- É que esse lugar não existe mais. A senhora não sabe que para um lugar existir precisa ter, no mínimo, o turco e o farmacêutico? Quando eu saí de lá, acabou-se, ao mesmo tempo, o turco e o farmacêutico...
Contado por Isolina Bresolin Vianna, ex-chefe de administração do Instituto Adolfo Lutz - Laboratório Regional de Bauru