O prefeito Tuga Angerami (sem partido) e alguns de seus principais assessores foram ontem ao Ministério Público Estadual (MP) participar de reunião com a participação da Diretoria Regional de Ensino (DRE) para buscar a racionalização das linhas e itinerários do serviço de transporte escolar. Executivo e Estado reconheceram que o controle sobre as linhas e as alterações no cadastro de alunos precisam ser aprimorados. O promotor de Infância e Juventude, Lucas Pimentel, se prontificou em intermediar a criação de regras para ampliar o sistema de fiscalização, com nova modelagem das linhas.
Pela primeira vez, a administração discutiu o problema com a Promotoria em conjunto com o Estado, que responde por 70% do volume de alunos. A diretora Regional de Ensino, Vera Nilce, disse que é necessário estabelecer mecanismos que garantam a verificação dos serviços. “Nós também temos uma contrapartida do Estado de 70% do valor do recurso. Então nós vamos estabelecer locais para que esses alunos tomem esse transporte, crachá para que não tenhamos dentro do ônibus alunos a mais e nem a menos. Então nós vamos fazer um equacionamento. Foi criado uma força-tarefa com técnicos da Emdurb, da Secretaria da Educação e da Emdurb para que a gente possa racionalizar essas linhas”, comenta Nilce.
A diretora regional reconhece que a política atual garantiu o acesso ao transporte de alunos, mas que é preciso ampliar os mecanismos de controle sobre o sistema. “Temos alunos duplicados, que estudam em um período em uma classe regular e em outro período em classes de recurso. E nós vamos verificar esse cadastro. É uma otimização e uma diminuição dos quilômetros utilizados. Então você não precisa passar em todo o bairro para poder pegar esses alunos, que é o que acontece hoje”, acrescenta.
O prefeito Tuga Angerami reforçou que solicitou o encontro no MP para ampliar os critérios de prestação do serviço. O empresário que realiza o serviço, Hélsio Bíscaro, achou necessária a força-tarefa para melhorar os dados do sistema. “Hoje esses dados são repassados das escolas para a empresa e essa responsabilidade partilhada junto com o Município e o Estado vai ajudar a melhorar o acesso ao transporte. Existem situações específicas que precisam estar previstas e a nova modelagem vai atualizar os dados”, finalizou.