08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Aquecimento solar da Terra


| Tempo de leitura: 3 min

Não foram poucos os avisos que os cientistas, especialistas e membros de ONG’s deram aos governantes e demais autoridades mundiais quanto ao esgotamento do sistema de vida imposto pelo capitalismo predatório em que vivemos há décadas no planeta terra. Milhões de toneladas de CO2 despejadas impunemente na atmosfera dia após dia. Milhares de toneladas de esgotos domésticos e industriais sem tratamento poluindo os rios e os oceanos, matando a vida marinha de forma acelerada e inconseqüente. Desmatamento ocasionado por ganância e ignorância desmedidas e incorrigivelmente persistentes, inclusive na Floresta Amazônica. Madeireiros, usineiros, fazendeiros, latifundiários, grileiros, políticos desonestos, (em alguns países isso é pleonasmo) grandes usinas siderúrgicas, caçadores, mineradoras clandestinas, governantes descompromissados com o meio ambiente são as espécies mais comprometidas com esse crime que estão cometendo com a terra em que vivemos.

Além deles o povo dos cinco continentes que muitas vezes trabalham para eles, os elegem, fazem negócios com eles, compram seus produtos manchados de sangue animal ou com um pedaço da vegetação escassa e tão imprescindível, por ignorância, comodismo, excesso de tolerância ou descomprometimento total com sua vida e de seus filhos neste planeta.

O homem é um bicho estranho, briga sem necessidade com o vizinho, o familiar, o outro, mas não compra briga pela humanidade, pelo meio ambiente ou até por subsistência de seu povo. Entra em guerra por ser convocado por seu país mesmo sabendo que a guerra tem finalidade mesquinha calcada na mentira e no desejo de meia dúzia de governantes, mas jamais enfrenta a guerra contra o extermínio da natureza que alimenta sua família.

Tudo isso somados ao processo de industrialização crescente e a necessidade básica de alimentar bilhões de seres humanos e animais fizeram com que a terra acendesse seu primeiro sinal amarelo e deixasse os cientistas apavorados com as perspectivas futuras para a terra.

Recuar agora é um passo infinitamente mais complicado do que atingir o grau de modernidade que a sociedade chegou, em particular nos países desenvolvidos e ricos. O momento é tão grave que não cabe nem repensar o processo e sim como pará-lo sem prejudicar milhões de pessoas e principalmente bilhões de dólares investidos em projetos que terão de ser remanejado, rediscutidos e até cancelados pelo bem da natureza humana.

Buscar alternativas urgentes e não errar é o grande desafio dos governantes nas próximas décadas. Substituir fontes de energia provenientes do petróleo por alternativas não poluentes. Buscar formas de preservação total de florestas, além da necessária e iminente ação de reflorestamento de milhões de hectares em todo planeta. Despoluir rios, lagos e recompor mangues e áreas de mananciais.

E por fim evitar o aquecimento da calota polar da terra, evitando assim o degelo e o aquecimento das temperaturas para níveis insustentáveis no planeta, é a missão de um mundo que ainda convive com governantes que não querem assinar tratados de despoluição. Governantes que optam pela guerra e com elas destroem vidas, natureza e o próprio planeta, governantes que fazem da corrupção seu legado maior. Fica difícil acreditar que o mundo sobreviverá com esses administradores.

Rafael Moia Filho